
Até parece ordem divina dirigida especialmente aos times brasileiros, sobretudo em disputas de Libertadores: jamais vos atreveis a atacar o adversário no campo inimigo, sob pena do fogo do inferno!
Com a humildade devida, o Palmeiras, diante do Barcelona de Guaiaquil, obedeceu ao pé da letra a tal máxima superior, à qual se junta, claro, aquela segundo a qual jamais se deve jogar sem um mínimo de dois volantes de ofício, a não ser quando a vaquinha já foi ao brejo.
Bem, a vaquinha verde circundou o brejo até os 47 minutos do segundo tempo, quando Alves disparou de fora da área bola que desviou em Tiago Santos e enganou Prass, que só fez golpe de vista.
Gol retardatário, é verdade, mas anunciado com a devida antecedência, já que o Barcelona pressionava o Palmeiras, do início ao fim. Pressão que se acentuou nos minutos finais até que o placar de zero a zero fosse rompido.
Sim, bem que Cuca tentou mudar o perfil de sua equipe, colocando Guedes, Michel Bastos e Keno em campo, tardiamente, diga-se. Mas, eram aquelas trocas elas por elas, nada que mudasse substancialmente a disposição tática da equipe, tampouco seu espírito, embora Guedes, logo na primeira bola, provocasse um salseiro no lado esquerdo da defesa equatoriana.
Claro que o placar ínfimo de 1 a 0 permite ao Verdão acarinhar a perspectiva de passar para as quartas de final da Libertadores, no jogo da volta, no Parque.
Mas…
Sou palmeirense e concordo plenamente com sua análise, Alberto Helena. Faltou coragem e iniciativa ao Verdão. Jogou mais preocupado em não tomar gol do que em construir o resultado, mesmo tendo time para tal. Lamentável. Temos que melhorar muito se quisermos avançar na competição.
Espio o que disse no primeiro paragrafo, e faço a seguinte observacao sobre : rótulos.
Tite versus Cuca, ao meu ver, a unica semelhanca entre ambos, sao apenas as 4 letrinhas do nome, porque a distancia de competencia de um e outro, é grande.
Tite, o gaucho, rotulado de defensivo, eufemismo de retranqueiro, engana-se, quem diga isso. O bóm tecnico gosta de comandar suas equipe sob o signo do equilibrio – ataque e defesa, harmoniosamente de maos dadas, montou um espetacular Corinthians no Brasileiro de 2015, um time dava gosto de ver esmerilhar em campo, com o fino toque bola, envolvente e ofensivo, é claro, sempre de olho na defesa.
Findo brasileiro, seu time campeao, com a melhor defesa e ataque, oque disse acima o tal : Equilibrio.
E Cuca? Dizem por ai que o moço é um tecnico de alta ofensividade, é mesmo? Seu Periquito campeao brasileiro de 2016, simplesmente teve como merito, a melhor defesa.
É, os tais rótulos em cada embalagem humana.
Abços.