
A rodada do Brasileirão deste fim de semana abre com um jogo sugestivo – o Peixe recebendo na Vila a Macaca.
A Ponte, que vem cumprindo digna campanha até aqui, será um bom adversário para o Santos confirmar sua ainda tímida ascensão ao patamar que lhe cabe, agora sob o comando de Levir Culpi.
Torço pra que o Peixe cresça nas mãos do Levir, pois o futebol brasileiro, tão sisudo nos últimos tempos, carece de um cara com o espírito leve, divertido mesmo, como ele. Isso, pra não falar dos tantos prodigiosos trabalhos que executou em sua longa carreira de treinador.
Mas, já no raiar do domingo, quem entra em campo é aquele que nem pode ascender mais, pois é líder isolado do campeonato. Isto é: pode, sim. Pode dar um revestimento mais refinado ao seu jogo ofensivo, ao que, aliás, devagar e sempre, o prático Carille vem dando o trato devido.
O Corinthians vai a Curitiba enfrentar talvez seu mais tinhoso adversário até aqui – o Coxa, que está em seu encalço, embora distante o suficiente na tabela pra ameaçar a liderança alvinegra.
É fato que Kleber Gladiador não joga, e, nem imagino por quanto tempo, depois daquela cena de pugilato da última partida do seu time. Já o Timão poderá contar com a volta dos que estavam a serviço da Seleção – Fagner e Rodriguinho, que, talvez, receba uma folga, pois Marquinhos Gabriel está em plena recuperação de seu melhor futebol.
Quem precisa mesmo se recuperar, muito e rapidamente, é o Palmeiras, tido com toda razão um dos favoritos do torneio e que, no entanto, se arrasta pelas franjas do grupo dos candidatos ao rebaixamento. E, apesar de o jogo ser lá na Fonte Nova, a chance de o Verdão iniciar sua esperada arrancada é essa, contra o Bahia.
Por fim, temos aí o São Paulo, muito possivelmente com seu três zagueiros, que ninguém é louco de enfrentar o Galo tão poderoso ofensivamente de peito aberto, mesmo jogando em casa.
Ora, ora, ora. O Galo realmente tem um ataque de respeito. Só que, a exemplo do Palmeiras, anda caindo pelas tabelas, muito longe do que se espera de seu elenco ilustre e de seu técnico tão promissor.
Mas, essa parece ter sido a escolha de Rogério Ceni, de tantas expectativas: cair no lugar-comum da imensa maioria dos nossos treinadores, de olhos mais atentos às frias e muitas vezes enganosas estatísticas do que no prazer da galera.
MAS BAH TCHÊ!