Peixe, voltando a golear

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Santos não tinha Lucas Lima, mas voltou a ter Renato. E Renato é daqueles jogadores discretos, que se movem silenciosamente pelo campo, ocupando o lugar certo na hora certa e distribuindo passes exatos.

E isso permitiu que o técnico Dorival Jr. ousasse um gesto improvável: o pequenino Hernández, atacante veloz, especialista nas escaladas por las puntas, atuando no lugar do armador típico ausente.

Não se pode dizer que deu certo, pois Hernández penou por ali. Mas, como o Peixe, no geral, era infinitamente mais qualificado do que o Sporting Cristal, o jogo fluiu a seu favor, e, logo no primeiro tempo o placar anotava: 2 a 0, gols de Braz, em recarga de falta cobrada por Ricardo Oliveira, e o próprio centroavante, em lambança do goleiro Viana.

No segundo tempo, então, a coisa rolou mais fácil ainda para o Peixe, apesar (ou por causa) das várias substituições promovidas pelo técnico, todas elas com viés claro ofensivo – o atacante Kayke no lugar de Hernández, com a consequente passagem de Victor Bueno para o meio; Tiago Ribeiro, em vez de Zeca; e Léo Citadini, na vaga de Tiago Maia.

E, no meio desse processo, veio a goleada, com Victor Bueno, em bela jogada que quase se enrosca, e novamente com Braz, em cobrança de corner com um toque elegante e fatal de Renato.

É bom ver que o Santos, mesmo submetido à maratona de seis jogos disputados em dezenove dias, consegue ainda manter viva a perspectiva daquele time ofensivo e que se apresenta em campo de forma agradável aos olhos mais exigentes.

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