Fla x Galo, que decepção…

(Foto Pedro Martins/MoWA Press)

Não poderia ser mais auspiciosa a abertura do Brasileirão, com dois dos mais prováveis candidatos ao título – Flamengo e Atlético Mineiro -, donos de elencos altamente qualificados, campeões de seus respectivos campeonatos estaduais, tendo nos bancos jovens e promissores treinadores de futebol.

Pois, confesso, foi uma decepção. Ao longo de todo o primeiro tempo foi uma sucessão interminável de passes errados das duas partes. E até mesmo o gol do Fla, aos 23 minutos, acabou sendo fruto do acaso: o cruzamento do garoto Mateus Savio passou por Guerrero, por Felipe Santana, por Vítor e morreu nas redes do Galo.

No segundo tempo, o jogo ganhou um pouco mais de movimentação, sobretudo depois que o Galo empatou, aos 13 minutos, com um disparo no alto de Elias, em bom serviço de Fred.

Mas, nada que desse o tom de um espetáculo à altura das expectativas de ambos os times.

Do lado atleticano, o técnico Roger Machado insistiu até o fim com a formação de três volantes típicos, o que reduziu demais a capacidade de criação de sua equipe, embora a entrada de Cazares no lugar de Otero acabasse conferindo mais agudeza ao ataque.

Quanto a Zé Ricardo, demorou demais em mandar a campo o menino-sensação Vinícius Jr. Se não pelo que o garoto pudesse fazer em sua estreia no time titular, ao menos para dar mais ênfase na torcida que o pedia de joelhos, o que, no caso do Flamengo, em tarde de Maracanã cheio é sempre um adendo poderoso à equipe em campo.

Que os auspícios de antes não virem o agouro de amanhã.

NA LINHA DO GOL

Vivo repetindo aqui que no futebol alemão, assim como no inglês, prevalece a lei do Chacrinha: o jogo só termina quando acaba. Pois, não deu outro no lancinante confronto entre o campeão Bayern e o provável vice Leipzig, a surpresa do campeonato. Basta dizer que o Leipzig vencia por 4 a 2 faltando o quê? – dez minutos para acabar o jogo. Eis que o Bayern, dominante o jogo, mesmo em desvantagem por dois gols duas vezes, foi lá e emplacou uma lancinante virada pra 5 a 4. O gol da vitória, de Robben, então, foi algo de lotar as cervejarias de Munique em festa por uma semana: no lance final da partida, partiu da direita pro meio, passou por um, por dois, por três e, na saída do goleiro, deu aquela cavadinha fatal. Foi a bola beijar as redes e o juiz apitar o fim do jogo.

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