O invicto Peixe e o mico verde

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

E o Peixe, apesar de todas as restrições daquela parte da torcida que mais atrapalha do que ajuda, segue sendo o único brasileiro invicto na Libertadores.

Na noite desta quinta-feira, venceu o Santa Fé da Colômbia, por 3 a 2, em jogo difícil, no Pacaembu, com direito a gol de Vítor Bueno, que essa parte da torcida vive execrando.

Faz muito bem o presidente do Santos em manter Dorival Jr. como técnico de seu time, por tudo que o Santos vem produzindo nos últimos anos sob seu comando.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Falando em técnicos, o Palmeiras acaba de demitir Eduardo Baptista, como se esperava.

Não se trata de profissional incompetente, nada disso. Eduardo é um moço capaz que ainda terá um longo e feliz caminho pela frente.

Mas, o fato é que não me parece ainda preparado para enfrentar uma tarefa desse tamanho.

Afinal, o Verdão vem de uma conquista fabulosa – a conquista do Brasileirão. E investiu os tubos na construção desse novo elenco.

Nessas circunstâncias, o mínimo que se esperava do Palmeiras era um time impositivo, que, jogo a jogo, demonstrasse sua superioridade, pelo menos, na maior parte do tempo.

Ganhar ou perder é outra história.

Sucede que o Palmeiras desde o início tem sido uma equipe sem personalidade definida, que alterna bons e maus momentos, como qualquer outro sem o mesmo potencial técnico.

Seu jogo coletivo é esparso, sem consistência ou equilíbrio, o que se reflete na atuação individual de seus jogadores, sobretudo os do ataque, que dependem muito da ação criativa do seu meio de campo. Então, se coletivamente o time não se organiza, as individualidades padecem. E isso, amigo, me desculpe, mas é dever do treinador estabelecer um sistema funcional em que cada um possa dar tudo de si para o time.

Creio mesmo que o erro inicial foi a escolha de um treinador ainda em formação para tratar de um grupo de jogadores de nível técnico alto e parelho entre eles. Mais judicioso seria alguém do tipo Abel, escolado, vivido e, ao mesmo tempo, arejado o suficiente para trabalhar com essa turma num nível superior.

Enfim, fala-se na possível volta de Cuca, o que seria uma boa. Mas, e se Cuca não quiser voltar?

Aí, então, o Palmeiras vai ficar, em plena fase decisiva de classificação da Libertadores, com um mico milionário nas mãos.

8 comentários

  1. Grande Helena,

    Bom dia!

    Sou Santista e acompanho o seu blog.

    Já vi, aqui, neste espaço e noutros tantos por onde o trabalhou, elogios enormes ao time do Santos sob a batuta do Dorival.

    Elogios estes, no meu sentir, merecidos. O trabalho do Dorival desde que chegou foi excelente. Contra-taque mortal para fugir da zona da degola em 2015 e ser vice-campeão da Copa do Brasil e quase beliscar uma vaga na Libertadores via BR.

    Um time mais refinado, com ótima troca de passes e incisivo em 2016 para conquistar mais um Paulista e o vice do BR, vice este por causa de jogos “pequenos”, porque nos grandes confrontos o time sempre correspondeu a altura.

    Mas o que dizer deste time de 2017? A única partida excelente foi contra o Palmeiras, e perdemos. Mas naquele jogo franco, o time criou uma barbaridade de chances. Como você (se me permite assim dizer) disse, “ganhar ou perder é outra história”.

    Foi um excelente jogo. Mas foi exceção. O time do Santos se tornou um time chato. E essa é a minha maior preocupação. Torço muito para que o Dorival consiga mudar isso, que o Vitor Bueno volte a seus melhores dias (tem só 22 anos), que Renato e Maia tomem conta do meio campo, que Vitor Ferraz apareça para triangulações na linha de fundo… eu só quero é ver o meu Santos jogando bonito, outra vez!

    Um forte abraço!

  2. Helena, diziam, não faz muito tempo, que os dirigentes do SPFC se vangloriaravam, que insinuavam que o SPFC era o ” bonzão “. Me parece que isso ocorre agora no Palmeiras, onde dão placas a jogadores por fazer um gol num campeonato onfe foram eliminados de forma vexatória, que insinuam ter o melhor time do continente, é que, no entanto, demitem técnico em meio a campeonatos. E agora, qual é o clube dá arrogância do momento?

  3. É meu amigo, Gorila Verde caiu bonito no chào com as bananas ao léu.

    Disse, dias atrás, que eles Os verdinhos estao a copiar o Poderoso Timao e Sao Paulo de outrora, que investiram uma grana alta no time pra obter grandes titulos – sobretudo o Mundial de Clubes.

    Os rivais devem está caindo nas gargalhadas nos botecos amigo ao ver o mico verde.

    Dio mio! ja diria o Palestrino com as maos erguidas ao céus.

  4. Difícil a profissão de técnico de futebol,pois Eduardo conseguiu um índice de aproveitamento de quase 70% nos 23 jogos em que comandou a equipe,mas é preciso mais.Talvez acima de 90% e além de tudo agradar a gregos e troianos.É mais um escolhido que é demitido e quem ou aqueles que o escolheram,seguirão empregados e recebendo gordos salários. Nosso futebol precisa de novos técnicos e mais uma jovem promessa é mal tratada.Se cair fora da Libertadores sobrará ao Palmeiras a Copa do Brasil e o Brasileirão.
    Darão ao novo substituto tempo para trabalhar ou de cara estarão exigindo ao menos um par de títulos na temporada?Esta diretoria está cometendo um erro muito comum no futebol mundial,que é confundir entre “montar” um time e “formar” uma equipe.

  5. Com esse jogo terrivelmente rápido e difícil, o Santos começa e melhorar,,.sem dúvida,, um dos jogos mais rápido, e difícil que ví na minha vida.

  6. Veja, Alberto.
    Aconteceu algo semelhante com o corinthians na era Tite, mas, no entanto, ele não foi demitido.
    Embora a imprensa e torcida gritavam aos berros à sua saída.
    Nada como o tempo, grande amigo, e, olha no que deu!
    Precipitação é a palavra chave para o palmeiras, confesso que não entendo essa “pressa de viver (títulos)” ao tom de trocadilhos.
    Grande abraço.

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