Barça ataca… pra fora!

Foto: AFP

Se já era quase impossível o Barça tirar, no Camp Nou, a diferença obtida pela Juve em Turim, que dirá com Messi, o melhor jogador de futebol da história do clube, tão errático assim? Isso, sem falar em Luisito Suárez, apagado ao longo de toda a partida.

Restou apenas Neymar, do trio maravilhoso, que investiu, driblou, passou, cruzou, fez o possível para virar o jogo, em vão.

Mesmo assim, o Barça alugou o meio-campo, criou uma infinidade de oportunidades de ouro, todas desperdiçadas por finalizações erradas – só pra resumir, numa delas, o infalível Messi, conseguiu disparar por cima diante da meta vazia de Buffon, afora tantos outros tiros incertos.

O fato é que, ao longo destes últimos três anos, o Barça foi se exaurindo de jogadores importantes (titulares e reservas) – Daniel Alves, hoje na Juve, Thiago Alcântara, Xavi, o maestro, Pedro e Alex Sanchez – sem recompor-se com jogadores de nível similar. Além do mais, Iniesta, entre tantas lesões, longe está daquele meia sensacional de outros tempos.

Já a Velha Senhora rejuvenesceu-se, sobretudo ao adotar um estilo mais técnico e ofensivo do que as tradições peninsulares. Sem, contudo, perder o proverbial poder defensivo do futebol italiano. E foi este que, no jogo do Camp Nou, nesta quarta-feira, lhe permitiu avançar ás semfinais da Liga dos Campeões, sem tomar um gol, ainda que pudesse ter feito unzinho naqueles contragolpes sempre incisivos com Cuadrado.

Do outro lado da banda da Liga dos Campeões, o Monaco se classificou diante do Borussia, o que é muito alvissareiro, pois trata-se do ataque mais positivo da Europa no momento, com sua dupla de ataque, o Falcão revivido e o menino MBappe, autores de dois gols na partida final com o Dorttmund, mais o armador português Bernardo Silva.

Então, teremos quatro semifinalistas com estilos e histórias distintas – dois espanhóis, um italiano e um monegasco, ou, se o amigo preferir, francês, já que o Monaco lidera o campeonato gaulês.

O nível técnico dessa disputa estará garantido justamente pelas presenças de Real, Monaco e Juve, cabendo ao Atlético de Madri enfatizar a competitividade, o que conta muito sempre em mata-mata.

NA LINHA DO GOL

A simples criação da polêmica sobre o tal fair-play de Rodrigo Caio no Majestoso, que se desdobra em todas as mídias desde domingo, já revela o nível de desgaste do nosso tecido social. O gesto do zagueiro tricolor, numa sociedade minimamente civilizada, não mereceria mais que uma nota de rodapé, algo corriqueiro, natural, indiscutível. Sobretudo, num momento como este, em que o país flutua num oceano de lama e que a turma clama por honestidade por todos os poros.

 

 

 

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