Barça: o símbolo

Foto: AFP

O Barça não é apenas um símbolo da resistência da nacionalidade e da cultura de seu povo catalão. É, sobretudo, um símbolo da resistência do mais autêntico futebol contra a invasão das hordas de selvagens pragmáticos que invadiram os campos de todo o planeta há anos.

A virada histórica sobre o PSG, no Camp Nou, é um marco único dessa resistência.

O Barça entrou em campo com 4 a 0 no lombo, num jogo, em Paris, em que se submeteu ao adversário de forma abjeta.

Lá, não era o Barça. Era o anti-Barça.

Um fenômeno que não se repete duas vezes.

Hoje, foi o Barça, em dobro.

Tomou conta da partida, do início ao fim. Chegou a 3 a 0 no início do segundo tempo e parecia inevitável que alcançaria o quarto, o quinto, se necessário, quando tomou aquele gol de Cavani, que teria sepultado qualquer outra equipe do mundo. Afinal, pra se classificar na Liga dos Campeões, precisaria marcar mais três gols, em poucos minutos, diante de uma equipe forte e de camisa respeitável.

Pois, não é que fez o placar necessário, nos últimos minutos de partida? Um prodígio!

Sem desespero, apostando na técnica e na habilidade de seus jogadores, mas com paixão (não confundir com aquela raça que o torcedor brasileiro vive a clamar nos estádios), em exibição singular de Neymar, que fez dois gols e deu duas assistências, além de receber o pênalti que Messi converteu, de Busquets e de Piqué, o Barça produziu o milagre dos 6 a 1 fatais.

Milagre produzido pela ciência e habilidade de seus jogadores, as autênticos bruxas do velho dístico espanhol: no creo em brujas, pero que las hay, las hay. E elas têm nomes – Piqué, Neymar, Messi, Suárez, Busquets, Iniesta, sem falar no pezinho mágico de Sergi Roberto.

 

8 comentários

  1. Não vi o jogo. Apenas alguns minutos do segundo tempo, quando o placar era de 3 a 1. Confesso que também tive certeza de que a classificação já estava decidida. Principalmente depois de assistir a alguns jogos do barça. Cheguei a comentar que a magia havia acabado, de que Neymar já não parecia tão feliz,, que Messi não era o mesmo, o time perdera a fluência e tornava-se previsível para os seus padrões.
    Para a felicidade do futebol arte, minhas impressões foram por terra hoje. Uma epopéia que será lembrada pela eternidade, face a impossibilidade de ter ocorrido como ocorreu. Poderíamos considerá-la como a Renascença do futebol essência, onde a bola é a grande reverenciada!
    Bravo Barça!

      1. Meu velho Betinho
        O Barça time de futebol magico; atuou com 12 jogadores
        O arbrito nada mas era um catalao de alma e Cor.
        Abcos

  2. O Barça é o Barça, foi épico e muito bonito.
    Mas devemos ressaltar, até para enaltecer ainda mais, o PSG fez uma grande partida, sobretudo no segundo tempo. Uma aula de como deve ser feita uma marcação por zona, posicionamento e muito mais.Mais não foi 6X1? Foi, Os caras jogaram muito e o adversário também.
    Ressaltando a bola que jogou o Thiago Silva no segundo período e o lateral direito (que não sei o nome). Tiveram chance de acabar com o jogo duas vezes (Cavani e Di Maria), jogaram muito bem. Sei que quem conta a história são os vencedores, mas fazia tempo que não via um baita jogo como esse, por isso, só por isso a lembrança da PSG.
    Um baita jogo, precisa de dois times. Simples assim.

  3. Boa tarde assistindo o comentário sobre o tiagom..maior culpado foi o d Maria…no contrataque…que não passou para o cavani…ia matar o jogo…Obrigado…lembra do lance?

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