
Há mais de mei0 século, o saudoso Thomaz Mazzoni, aqui na Gazeta Esportiva de papel, chamava os treinadores de alquimistas, por suas fórmulas mágicas destinadas a transformar em ouro a bola de pano que seus times jogavam.
Mário Moraes, o cáustico Leão, maior comentarista de rádio de todos os tempos, preferia denominá-los de químicos, por criarem em laboratório produtos altamente tóxicos ao verdadeiro jogo da bola.
Graças ao talento individual de grande parte dos jogadores da época, nosso futebol driblou todas essas ciladas e ganhou o mundo.
Como se vê, essa modinha de decupar os esquemas e táticas em números telefônicos ou CPFs dos incautos não é nenhuma novidade.
Por exemplo: esse tal de 4-1-4-1 que Tite implantou no Corinthians e que é seguido à risca por Carille, naquela época, pouco ou nada se diferenciava da Cerrada ou Cerradinha de mestre De Domênico, mais conhecidas como retranca ou ferrolho, recurso utilizado por times pequenos quando enfrentavam os grandes, grandes feito o Corinthians.
E foi exatamente o que se viu nesta tarde de sábado em Osasco: um Audax tentando jogar e um Timão retraído, buscando evitar que o adversário tivesse qualquer êxito ofensivo. E, num vacilo do becão do Audax na saída de bola, algo recorrente no time de Fernando Diniz, Kazim, espertamente, meteu a bola rasteira no cantinho direito do goleiro: 1 a 0, o suficiente para ampliar a margem de segurança do técnico Carille, nesta fase preparatória da equipe.
Já ao Audax, que se propõe a algo além disso, com bola trocada desde sua defesa e tal e cousa e lousa, faltou – como, aliás, ao Corinthians também – um nível mais alto de individualidade.
Nesse caso, transformaria a sequência de números da moda num bordão bem atual – Tamo junto, meu.
Só que nem sempre o grupo unido jamais será vencido, como reza a já tão desgastada frase que ecoou forte há muitas décadas lá pela Zona Leste das antigas indústrias, de onde saiu Fernando Diniz com suas ideias renovadoras.
Resumindo: sem craque, não há fórmula ou conceito que vingue de fato.
Alberto Helena Jr.
Excelente texto do melhor jornalista esportivo do Brasil, assino embaixo tudo que foi escrito, principalmente no que concerne ao time do Corinthians que se arvora a fazer omelete sem ovos ou ovos de qualidade bastante inferior. Saudações palmeirenses.
Esse estilo de jogo feio , de sentar o bumbum la atras e explorar os contra-golpes ; é o esboço do tecnico pobre de criatividade do Timao. E é tambem a herança maldita deixa pelo Genio Tite.
Mas logo logo ; Quem ira levar um chute no bumbum vai ser o Patife!
Bon jour