Timão, 1 a 0, de volta ao passado.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

É uma das palavrinhas da moda – modernidade pra cá, modernidade pra lá… Ligo a tv e me sinto desembarcando da máquina do tempo nos anos 50, quando qualquer chuva forte transformava nossos gramados em verdadeiros pântanos. E é nesse cenário que o novo Corinthians estreia contra o São Bento, em Sorocaba – um campo encharcado em que a bola mal rola.

Assim, se passa o primeiro tempo, coberto de tédio como numa tarde chuvosa e vazia de sábado antigo.

O Timão, com Gabriel e Bastos tentando fazer o que não sabem – armar o jogo – e Rodriguinho – que sabe – bem marcado e um tanto ausente, o Timão só foi chegar à meta adversária lá pelos 26 minutos, numa cabeçada de Giovanni Augusto, sozinho diante do goleiro, pra fora. E, já no finzinho, bola enfiada para Jô, que tentou dar uma cavadinha sobre o goleiro, sem êxito.

No início do segundo tempo, já com o  campo banhado de sol, nada havia mudado, até que Jô é atropelado na área. Pênalti, que o próprio Jô cobra pra marcar seu primeiro gol na volta ao Corinthians, seu ninho antigo.

O gol, porém, não alterou o panorama da partida. Afinal, o Timão continuou sem poder de articulação no meio de campo, o que, por sinal, sobrava ao São Bento, com Moraes – aquele, revelado pelo Vasco e que jogou no Corinthians anos atrás.

Eis por que Carille resolveu, enfim, substituir Felipe Bastos por Camacho, um meio-campista que cumpre melhor as duas funções – marcar e armar. Isso, depois de Marquinhos Gabriel ter substituído Giovanni Augusto e antes de Jô sair para dar lugar a Romero.

Faltava, porém, ao São Bento poder de finalização para se aproveitar do controle do jogo que exercia. E, na sua maior chance, já nos acréscimos, quando o atacante sairia na cara de Cássio, a bandeirinha marcou bola fora – hummm…

De qualquer jeito, o Timão estreou no Paulistão com uma vitória, apertada é verdade, mas algo previsível no estágio em que se encontra o time, ainda em formação: uma volta ao passado, de antes do período dourado das tantas conquistas recentes.

NA LINHA DO GOL

Meu Deus! Que golaço de Hazard na vitória do Chelsea sobre o Arsenal por 3 a 1! O rapaz pegou a bola no círculo central e partiu em direção à meta inimiga varando aos dribles e fintas toda a defesa até enganar o goleiro e tocar às redes. Gol de Pelé, pra disputar o Prêmio Puskas, sem dúvida.

Com Suárez no banco e Messi sendo substituído no segundo tempo, coube a Neymar dar o tom do Barça na vitória por 3 a 0 sobre o Bilbao. Fez o diabo, só não fez o centésimo gol de seu time na temporada, que coube a Aleix Vidal, em bola deixada por Neymar, a quem o autor pediu desculpas antes de celebrar o feito.

2 comentários

  1. Nas grandes corporações em grandes supermercados, nos grandes jornais há um cargo que há tempos foi criado, a figura do ombudsman, Um profissional que pago pela própria agremiação escreve e faz comentários sobre o dia a dia dessas empresas, seus erros e acertos, seus produtos e a relação com seus clientes. O objetivo, claro, é cada vez mais criar um vínculo de confiança cliente/ fornecedor visando a cada :dia fortalecer a empresa e sua marca no mercado.. Seria muito bom isso pudesse também acontecer nos times de futebol. Seria uma forma de se ter uma opinião neutra de alguém que sem pressão da diretoria da torcida e de patrocinadores pudesse passar a opinião nua e crua daquilo que se passa no time. O duro é encontrar algum dirigente que se submeta a ser criticado por alguém que ele mesmo está pagando. No futebol brasileiro isso seria um milagre. Já pensaram na chadeira que isso iria proporcionar? Já imaginaram o rolo quando as críticas fossem direcionadas por exemplo ao técnico após uma derrota? Já pensaram nos conflitos com os comentaristas esportivos? De qualquer forma seria algo novo de ser ver nesse mar de
    frivolidades do nosso futebol.

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