Vai Neres, vem Jadson

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Vai David Neres, de 19 anos, e volta Jadson, de 33.

Claro são clubes diferentes, cada um com suas necessidades específicas, além de jogadores de estilos e funções distintas.

Mas, esse é o retrato atual do futebol brasileiro, que se transformou de pentacampeão do mundo a exportador de pé de obra qualificada para todo o universo. Ora, como o futebol é um reflexo do cotidiano, isso é também um retrato do próprio Brasil de hoje.

Mas, fiquemos por aqui, na nossa área de atuação, detendo um olhar sobre o menino Neres, que mal jogou três partidas inteiras pelo São Paulo e já alçou voo milionário para a Holanda, país que até o final dos anos 60 sequer tinha um futebol profissional (no Brasil, o profissionalismo foi oficializado em 1933, só pro amigo ter ideia de quanto regredimos em relação aos outros).

Neres, que ainda na noite de ontem estava jogando pra burro diante do Equador, quando nossa Seleção Sub-20 vencia por 2 a 0, e ele foi substituído. Resultado: 2 a 2. E que – já disse aqui outro dia – estava fadado a ser não só uma solução para o ataque tricolor, ao lado de Wellington Nem e Neílton, talvez, no lugar de Chavez, como a de se transformar numa sensação do campeonato paulista que aí vem.

Sim, claro, a oferta do Ajax era irrefutável (coisa de 50 milhões de reais), sobretudo para um São Paulo dizimado pelas desastrosas gestões dos últimos dez anos.

Assim como a volta de Jadson para o Corinthians soa como um eco de esperança do que ele já foi até outro dia em Itaquera: um meia hábil, excelente assistente e cobrador de faltas, num time que carece desses elementos. Mas, convenhamos, não se trata daquela pedra de toque da alquimia imaginária, capaz de transformar ferro em ouro.

De toda forma, deve acrescentar ao Timão um grau a mais de qualidade técnica e experiência, talvez o suficiente para que sua equipe entre no Paulistão com melhores perspectivas das que até então estavam na mesa de apostas.

Já o São Paulo, se recupera parte dos estragos feitos ao seu cofre pelas últimas administrações, perde muito em campo com a saída de Neres, o que redobra a esperança no trabalho de Rogério Ceni, que ainda não pôde se configurar como plena realidade.

Se cabe aqui uma sugestão, desde que nossa sina é exportar promessas e importar veteranos, bem que o Tricolor poderia usar parte desse dinheiro para repatriar uma sua cria desprezada no passado e que cairia como uma luva no esquema proposto por Rogério: Diego Tardelli, dois anos mais novo do que Jadson e que ainda outro dia estava esmerilhando no Galo campeão da Libertadores.

5 comentários

  1. Boa tarde amigos da Gazeta, tudo bem o Jadson eh um bom jogador;
    mas precisa mos de um camisa 9 , e tbm precisa olhar mais pra BASE pois tem mais ou menos 4 jogadores
    na base bom Carlinhos, Montuam, Pedrinho, Leo Jaba, eh sao melhores que muitos titulares….abs….
    dia 28 fevereiro CORINTHIANS 7 X palmerinha 1 ……kkkkkkk

  2. BOA, SR. ALBERTO, FOI MUITO BEM COMO DE COSTUME.
    FALANDO EM VOLTA DE VETERANOS, COMECEI A VER A ENTREVISTA DO FELIPE MELLO NA TV E POR UM MOMENTO ACHEI QUE TINHA SINTONIZADO POR ENGANO O CANAL DO UFC. IMAGINE! PARA QUEM JA TEVE LUIZ PEREIRA.
    FALANDO EM JOVENS TALENTOS, COMECEI A VER A ENTREVISTA DO ROGÉRIO CENI E POR UM MOMENTO ACHEI QUE TINHA SINTONIZADO POR ENGANO O CANAL DA IGREJA UNIVERSAL. PARA QUEM JA TEVE TELÊ SANTANA….

  3. Sr. Alberto, primeiramente parabéns pelo seu trabalho e transparência, você e os profissionais esportivos da gazeta não tem rabo preso com ninguém. Nesse sentido peço sua opinião sobre a CBF que essa semana fechou parceria de patrocínio com a Universidade Brasil empresa de Fernando Costa Pinto dono do Grupo UNIESP, empresa envolvida em milhares de contratos irregulares do FIES e investigado pela PF. Tem milhares de estudantes com prejuízo pelo esquema desse sr da faculdade que se alia ao Marco Polo na CBF. O que pode causar a imagem da CBF que vem melhorando com as atuações em campo mas extra campo continua caso de justiça.
    Pode buscar na internet, Processo UNIESP
    Aguardo retorno.

  4. A façade com o Drogba, a volta de velhoteranos como Jô e Jadson, a contratação de cacarecos como Guilherme, marquinhos gabriel, e outros, mostra mesmo que a molecada, muito boa de bola, vai acabar indo “ganhar experiência”(eufemismo para desperdício de talentos e alguns dirigentes e empresários ganhando algum) em outros clubes e até adversários no brasileiro. Isso me lembra de um filme sobres os partizans jugoslavos(na II guerra) que sempre eram pegados de surpresa pelos nazistas nos ataques, e o chefe (Victor Mature) sempre se livrava. Resumo da ópera o chefe era vendido pros nazis!

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