Tite e o dogma dos dois volantes

Foto: Pedro Martins / MoWA Press

Pelo treino de hoje, Tite já definiu o time nacional que enfrentará a Colômbia, nesta noite de quarta-feira. E lá estão os dois indefectíveis volantes – Wallace e Arão -, dogma que rege a mente dos treinadores brasileiros como se quebrá-los iriam todos pro fundo dos infernos.

Como Lucas Lima teria de ocupar a meia e Dudu e Robinho, as pontas, Tite optou por Diego Souza como falso centroavante. Mesmo porque a opção, no caso, seria Luan, igualmente um atacante que não é, por estilo e formação, um centroavante típico.

Menos mal, pois Diego Souza tem porte físico para jogar por ali, além de técnica e finalização certeira, embora o técnico pudesse ter optado pela presença de apenas um volante (Wallace ou Arão), com Luan na frente e Diego Souza na sua, pela meia, mais avançado.

Enfim, trata-se de um amistoso beneficente, cuja renda reverterá às famílias das famílias das vítimas da tragédia de Medellin.

E aqui, há algo que não consigo entender.

Se o jogo se destina a arrecadar fundos para fins beneficentes, por que não realizá-lo num estádio de maior capacidade de lotação? E por que não aproveitar o feriado paulista para que esses dois objetivos sejam alcançados ao mesmo tempo, com a partida sendo realizada aqui, no Allianz Parque, em Itaquera ou no Morumbi, e não no Engenhão?

Mais ainda; por que não tentar sensibilizar as grandes empresas e os nossos bilionários de praxe a colaborarem decisivamente com o evento, comprando a lotação do estádio antecipadamente e distribuindo os ingressos a seus funcionários?

E há quem ganhe verdadeiras fortunas operando no marketing dessas entidades esportivas.

NA LINHA DO GOL

Assisti à entrevista de Luxemburgo ao Fox Rádio, sob o comando de Benjamin Back, e gostei do que disse o campeoníssimo técnico brasileiro. Ao contrário de rancorosas declarações em programas anteriores, Luxa mostrou que está atento à realidade do futebol. Por exemplo: quando diz que, do ponto de vista tático, não há nada de novo no futebol. Tudo já está estabelecido e esgotado, nas várias formas de se montar uma equipe. O que mudou foi toda a tecnologia que envolve e antepara o jogo: centros de treinamento, processo de informação, preparação do atleta (física e emocionalmente) e tal e cousa e lousa e maripousa. Onde estamos atrasados é na administração  disso tudo. Resumindo: na cartolagem e sua incapacidade de entender os avanços, sobretudo no campo administrativo. Dez pro Malandro e zero pra quem o considera uma peça de museu.

4 comentários

  1. Tite ( Adenor ) e Casemiro ( ex-Casemarra ), eu quero dizer uma coisa a vocês dois ! Mestre João Saldinha é fã de ambose implora pelo autógrafo sonhado ! Por favor !

  2. Engenhao tem capacidade pra 46 .000 lugares praticamente as mesmas da Arena Alianza e o Itaquerao, Morumbi sim é maior, nossa como tem jornalista mal informado afffff

  3. Essa história dos volantes é fato recorrente em treinador gaúcho, É paradigma, só um milagre tira da cabeça deles que um meio de campo mais rápido e hábil com jogadores inteligentes tem muito mais chances de dá certo. Wallace e Aarão não mostraram absolutamente nada que deles não se esperasse. Um futebol de toques laterais, um jogo lento sem nenhuma criatividade. O certo é que o time da Colombia deitou e rolou no primeiro tempo. Diego Souza foi escalado errado. Sozinho e isolado à frente pouco produziu e coitado praticamente foi alijado de novas convocações.
    Quanto a entrevista de Luxemburgo dizendo que não há mais nada que possa fazer na parte tática do futebol discordo inteiramente. Em 74 Rinnus Mitchel provou o quanto se pode inovar seja lá em que ramo de atividade for. O certo é que ontem Tite mostrou o porque ele é só mais um técnico das dezenas que existem no país. Tite conversa muito bonito mais não faz aquilo que se espera de um técnico de SELEÇÂO BRASILEIRA apresentar um jogo coerente com nossas tradições de futebol inovativo, ofensivo e bem jogado. Para fazer o que ele faz Wanderley Luxemburgo faz muito melhor..Nosso destino com Tite é ir com com Casemiro, Fernandinho, Elias, Wallace e Fagner.

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