É a lei do jogo, meu…

Foto: Reprodução

Dura lex sed lex, no cabelo, só Gumex, era o slogan de uma horrorosa graxa capilar que caiu de moda há muitas décadas pra voltar recentemente em forma de gel. A diferença é que na metade do século 20 o produto visava assentar a cabeleira da moçada; agora, é pra arrepiar os pelos. Cada época com seus costumes, né mesmo?

Outro dístico que ficou famoso atribuía-se a Getúlio Vargas: Lei, ora a Lei… Frase exata para um ditador.

Mas, a que nunca sairá de moda é a velha Lei é pra ser cumprida, duela a quien dueler, como dizia aquele ex-presidente que implantou um nariz de palhaço no nosso triste povinho, o mesmo que o ressuscitou para o Senado.

Desta vez, doeu na alma dos meninos do Paulista de Jundiaí, que, depois de terem enfiado 5 a 1 no Batatais, viram sua vaga à decisão da Copinha ser transferida para o perdedor. Isso, porque um dos seus garotos, pelo visto, não era tão garoto assim, e, só jogou porque teria falsificado seus documentos. O rapaz evaporou-se, depois da denúncia da mutreta, juntamente com a chance de o Paulista ir à final do torneio.

Justo, porém, se o tribunal levou em conta o regulamento da disputa, que estabelece um limite de idade para seus participantes. É a tal da dura lex.

Caso contrário, mude-se a lei.

Pois eis aí um caso em que as leis que regem o futebol brasileiro deveriam ser alteradas, algo que defendo há muitas décadas. O que é infração de jogo recai sobre o jogo; o que é irregularidade burocrática, administrativa, recai sobre a área burocrática. Resumindo: não se deve alterar o resultado de um jogo de futebol, disputado no campo, por uma falha de ordem administrativa. Esta deverá ser paga pelo clube responsável em forma de multa, punições administrativas, essas coisas.

Mas, enfim, é o que aí está.

E quem exulta com isso é o Corinthians, um time de meninos que dá gosto de ver jogar. O melhor, disparado, em todos os sentidos, dessa Copinha, com seus Oya, Carlinhos, Pedrinho, Marquinhos e Manturan, um quinteto que o técnico Carille deveria promover já, sem pestanejar, para o time principal.

Claro, trata-se de um jogo apenas, decisivo, e, como tal, exposto a muitas variáveis, o que pode determinar um final surpreendente, com a vitória do Batatais, nem que seja nos pênaltis. Mas, sem dúvida, a tarefa seria mais árdua para o Corinthians, se o adversário fosse o Paulista, de ótima performance na competição.

É a lei do jogo, meu.

5 comentários

  1. Incrível, os meninos do Batatais disseram que chegariam ao dia 25 e chegaram mesmo ! Isso me remete á memória o filme Desafiando Gigantes,onde pelo menos até aqui a história é assustadoramente igual ! Treinador do Batatais, se estiver me lendo ,faça o time assistir este filme ! Essa inspiração pode provocar uma conquista histórica para o clube !

  2. Como fica os resultados anteriores do paulista, por causa de um fica o restante da garotada toda prejudicada,é uma falta de organização do clube. O Batatais não tem nada com isso procurou seus direitos.

  3. A lei existe e deve ser cumprida, ponto pacífico.
    Antes do campeonato, todos os clubes assinaram os termos e condições da competição.
    Se existiu, como você mesmo alegou, então que se cumpra a lei.
    Assim mesmo, sem choro e sem vela, não importando a quem doa e qual clube vai ser punido.
    Abraços.

    1. E sem ,voce disse mesmo isso ? A onça roeu o ssss,,, o osso, as guelras e os nervos ! O que será que disse mestre João Saldinha ? Me remete a lembrança 1 ,2,3,4 !!!! Que urro !

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