O Tricolor, na estreia de Ceni

(Foto: Gregg Newton/AFP)

Depois de uma série interminável de cobranças de pênaltis, o São Paulo se classificou para a decisão de sábado da Copa Flórida diante do Corinthians, graças ao estreante Sidão, que pegou duas bolas.

Mas, ao contrário do Corinthians na véspera, que cresceu no segundo tempo diante do Vasco, o Tricolor cumpriu uma etapa inicial excelente para cair no marasmo na segunda.

No primeiro tempo, com três zagueiros, mas com um meio de campo mais técnico e ofensivo, o time do estreante Rogério Ceni foi incisivo, criou várias chances de gols, meteu bola no poste com Buffarini e desperdiçou pênalti com Cueva.

No segundo período, Rogério alterou praticamente toda a equipe, a exemplo do que havia feito na véspera o Corinthians. Tirou um dos zagueiros, mas lotou seu meio de campo e ataque de volantes. Resultado, o time não conseguiu evoluir e esteve a pique de cair fora da disputa, no finalzinho, quando Martinez disparou na trave gol feito.

Claro, nem pensar em julgar o trabalho inicial de Rogério por esse exemplo. Mesmo porque ele haverá de mudar seu time titular, à medida em que jogadores como Cícero e Cueva estejam nos trinques, fisicamente.

De qualquer forma, é de se ver esse Majestoso florido de sábado entre tantas expectativas.

NA LINHA DO GOL

A Fiel, que já estava em festa com a surpreendente apresentação inicial do Timão, lá na Flórida, redobrou a folia em torno dos meninos de Itaquera, que se classificaram para a semifinal da Copínha, batendo o Flamengo por 2 a 1. E, olhe que sem a joia Carlinhos, artilheiro da equipe e grande promessa da base, suspenso. Mais ainda: passou por um Flamengo de aço, sobretudo pela presença do garoto de ouro Vinícius Jr. Mesmo porque, se não tinha Carlinhos, contava com Pedrinho, que fez um gol antológico, além dos demais.

Outro que emocionou a Zona Leste da cidade foi o Moleque Travesso, que, com um gol nascido de uma série de acasos e erros, passou pelo Bragantino na Javarí. Ah, a Javarí, quantas lembranças! Todas elas encerradas na declaração do presidente do Juventus ao meu querido Alexandre Silvestre, na Gazeta. Quando perguntado se aceitaria jogar em Itaquera contra o Corinthians, caso esse fosse o vencedor à noite, respondeu naquele típico mooquês: “Contra o Corinthians, tudo bem. Mas, se for o Flamengo, vou mandar ofício à Federação pedindo que o jogo seja aqui na Javarí”. Ofício, ele disse. Como nos bons tempos da várzea paulistana, quando um time mandava ofício para outro, marcando jogo para o domingo seguinte. Imutável e saborosa Mooca da Passarella e dos cannoli inesquecíveis.

 

 

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