As celebrações do Verdão e da Seleção

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Neste sábado e na próxima quarta, teremos duas celebrações em memória às vítimas da tragédia que se abateu sobre a Chapecoense recentemente: à tarde, o amistoso entre Palmeiras e Chapecoense; e na quarta, a Seleção Brasileira só com jogadores que atuam por aqui contra a Colômbia, país que deu um exemplo singular de solidariedade e amizade quando do evento trágico.

Nos dois jogos, a lamentar uma ausência – a de Moisés, melhor volante da temporada passada e figura de proa do Palmeiras na conquista do título brasileiro, ainda se recuperando de lesão.

Para compensar, o palestrino amigo poderá acompanhar a estreia de Felipe Melo, a mais recente e prestigiosa contratação do Verdão depois de levantar o caneco nacional.

Jogador estigmatizado como violento (ainda mais depois da infeliz entrevista em que prometia dar tapa na cara de uruguaio, se assim exigir a Libertadores), realmente Felipe Melo exagera em campo e fora dele. Mas, joga muita bola. É um volante de muita marcação, fino senso de colocação em campo e ótimo passe.

Mas, ao mesmo tempo, outra estreia, a do técnico Eduardo Batista. E aqui paira uma grande expectativa sobre como o novo treinador saberá lidar, tática e emocionalmente, com um elenco tão ilustre e abrangente como o do atual Palmeiras.

Já em torno do técnico da Seleção, Tite, não há expectativas, apenas louvores de toda parte. E a chance de vermos em ação um time só com jogadores que atuam no Brasil, uma questão que vira e mexe provoca polêmicas nas redes sociais e na mídia em geral.

Só lastimo que Tite não tenha chamado alguns jogadores que reputo merecedores por seus desempenhos na temporada passada.

Por exemplo: o lateral-direito Victor Ferraz. Afinal, Fagner, o preferido de Tite desde seus tempos de Corinthians, teve um claro decréscimo de produção no ano passado, enquanto o lateral do Santos foi praticamente impecável o tempo todo: marcou e atacou com ciência e talento.

Falando do Santos, mais dois do campeão paulista e vice brasileiro que mereceriam estar na lista de Tite: o volante Thiago Maia, a grande revelação brasileira no setor, e seu parceiro, e o veterano Renato, que, apesar da idade, jogou todas as partidas de seu time, em alto nível, diga-se.

Outro que deveria estar lá é Tchê-Tchê, jovem e dinâmico meio-campista do Palmeiras.

Mas, enfim, com os jogadores que Tite chamou dá pra montar um time bem interessante, imagino, mesmo sem tempo para treinamentos adequados. Digamos, algo assim: Weverton ou Muralha; Fagner, Geromel, Vítor Hugo e Fábio Santos; Arão, Lucas Lima e Diego Souza (ou o Diego do Fla); Dudu, Luan e Robinho. Isso, claro se Tite estivesse disposto a escalar seu time com apenas um volante de ofício.

NA LINHA DO GOL

Callate, Sorín! Sorín é o lateral-esquerdo da minha Seleção Argentina de Todos os Tempos (ou melhor: dos que vi jogar). Além disso, fino comentarista de futebol na Espn. Mas, dizer que Maradona está acima de Pelé só pode ser fruto de pachequismo portenho misturado com absoluta ignorância sobre o que jogou Pelé ao longo de quase vinte anos. Sorín é jovem demais pra ter visto Pelé em ação, sobretudo no seu auge. Aliás, as pessoas, principalmente os comunicadores, deveriam se abster de opinar sobre essas comparações espúrias, a não ser que tivessem acompanhado de perto e com a necessária frequência a performance de ambos. Como de Pelé restam poucas imagens, é impossível alguém julgá-lo, a não ser em cima das estatísticas. E estas são esmagadoras: mais de mil gols e três Copas do Mundo em quatro disputadas.

Foi-se o nosso Carlos Alberto Silva, de tantos títulos, inclusive o do Guarani campeão brasileiro. Mas, talvez, o maior feito de Carlos Alberto Silva tenha sido revelar Careca, um dos maiores centroavantes da nossa história. Às vésperas da fase decisiva do Campeonato Nacional de 78, sem poder contar com seu centroavante titular, Carlos Alberto foi buscar na base um meia-direita de refinado e contundente futebol, transformando-o no centroavante que encantou o mundo.

Parece que está tudo certo entre o São Paulo e o volante Jucilei, aquele, lembra-se?, de ótima passagem pelo Corinthians, há uns seis anos. Não sei como anda o rapaz lá pelos estrangeiros onde passou esse tempo todo. Só sei que, de volante, o São Paulo está repleto. Faltam, de fato, um outro meia-armador para se revezar ou atuar ao lado de Cueva e um centroavante de porte técnico. Mas, enfim, que Jucilei justifique os anseios de Rogério Ceni.

 

Um comentário

  1. Também concordo que Fagner não é nem de longe o lateral ideal da seleção. Fagner vai ser um fiasco pois parece não ter personalidade. Quanto a Thiago Maia também acho que é um pena que Titâ…ops! -agora o chamo pelo nome correto..- Tite não o tenha convocado, mais dou um desconto porque ele chamou grandes jogadores privilegiando o lado técnico. Só em deixar Clasemiro e Fernandinho de fora já é um grande avanço.

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