Guardiola em xeque

Foto: AFP

Durante dez anos, Guardiola foi o emblema do técnico de futebol capaz de apostar no jogo bonito, de toque-toque, envolvimento, tanto no Barcelona quanto no Bayern de Munique.

Ao assumir o City, em surpreendente curto espaço de tempo, emplacou seu estilo, e os azuis dispararam na ponta do campeonato inglês, o mais competitivo e divertido do mundo. De repente, o balão começou a esvaziar, e, de líder, o City caiu para a terceira posição, bem distante do líder Chelsea.

O que aconteceu? Não sei. Só sei que o City não tem um elenco tão rico quanto os demais disputantes ao título britânico. E que ele demorou, por picuinhas particulares, em reaproveitar Yayá Touré, que deu estabilidade ao seu meio-campoo nas três partidas anteriores ao clássico deste sábado contra o Liverpool. E, que, neste, foi extremamente discreto, como de resto, o time todo.

Pelo menos, no primeiro tempo, quando o Liverpool foi senhor das ações e marcou o gol da vitória com o certeiro cabeceio de Wijnaldoun, em cruzamento exato de Lallana

O espantoso, no primeiro tempo, foi ver o City incapaz de trocar três passes certos, grande parte deles fáceis, de dois, três metros. Em parte, por culpa de seus jogadores; em parte, pela excelente distribuição em campo do Liverpool, que simplesmente travou as ações do adversário.

Já, no segundo período, os azuis conseguiram acertar os passes, dominaram os espaços e o espírito do jogo, mas não conseguiram chegar sequer ao empate.

Já o Chelsea não dá chabu. Num jogo emocionante com o Stoke, meteu 4 a 2, de virada, com direito a dois gols de Willian, que, depois de um primeiro tempo discreto, arrasou no segundo.

Assim como, também de virada, o Manchester United bateu o Middelsbrough, num daqueles jogos em que um time toma conta do jogo de cabo a rabo e o adversário, em solitário contragolpe, abre a contagem. Mas, o que é do home o bicho não come, como diz o ditado caipira. E o United, neste caso, era o home.

NA LINHA DO GOL

O Verdão não tem sossego mesmo: depois de tantas contratações neste final de ano, no último instante laçou Michel Bastos, mais um jogador versátil e hábil que a torcida tricolor expulsou de seu time. Claro que não dá para o novo treinador Baptista escalar todos os que acabam de chegar, mais os que se sagraram campeões brasileiros, no mesmo time. Mas, são tantas e diversificadas as competições à espera do Palmeiras no próximo ano que quantos mais melhor. Basta o treinador ter juízo para fazer o rodízio de jogadores no time titular de acordo com as circunstâncias.

 

 

2 comentários

  1. Versátil e hábil ? Talvez ! Mas não é mais nenhum garoto e depois da libertadores,Bastos não jogou mais nada, a não ser a toalha ! E a culpa é da torcida ? Por que Maicon,Rodrigo Caio,Buffarini,Thiago Mendes,Cueva,Chavez ! nem um deles reclama da torcida ! Com todo o respeito,Helena,Michel é o único responsável pela sua saída do tricolor ! Já foi tarde !

  2. Olá Alberto o senhor é um dos melhores comentaristas esportivos não há dúvida, A qualidade do Michel também não é questionável , porém considero que não é um jogador de grupo. Reclamou de salários (publicamente), discutiu com o Muricy, com Osório dentre outros problemas com outros jogadores, SUMIU quando o time mais precisava dele e deixou o não rebaixamento da instituição para os garotos resolverem, e que inclusive resolveram muito bem (David Neres e Luiz Araujo). Não é o mesmo caso de Maicon ou de Cícero, pois ambos eram jogadores de grupo e de qualidade e que a torcida não teve a paciência necessária. Abraços!! Bom ano novo ao Senhor!!!

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