Entre fatos e especulações

helena

Especulações, possibilidades e fatos flutuam nas ondas do mar de contratações neste fim de ano um tanto depressivo, em geral pra todos nós, a não ser os palestrinos, que festejam como não o faziam há muito tempo, tanto o ano que se esvai quanto o que vem.

Sim, porque, embora perdendo seu técnico campeão, Cuca, o Verdão vai agregando reforços, uns atrás de outros, ao seu já ilustre elenco.

Já chegaram Yohan, Raphael Veiga, e, pelo visto, estão no laço Felipe Melo e William, do Cruzeiro.

William me parece uma boa alternativa para o ataque, sem contudo significar reposição à altura do menino Jesus que bateu asas e voou em direção ao Manchester City. Pode cumprir a mesma tarefa (a do falso centroavante, essas coisas), mas sem a mesma dimensão técnica. Vai se revezar ali com Alecsandro e Rafa Marques, que também tem o mesmo estilo fluido.

Já Felipe Melo, se vier mesmo, é pra ser titular, pelo preço e prestígio. Mas, pergunto, ainda que admire o seu futebol feito de ótima técnica e muito desequilíbrio emocional, precisava? Afinal, o Palmeiras já tem lá um meio de campo de escol, com Moisés, Tchê-Tchê e o novato Raphael Veiga, sem falar em Cleiton Xavier, que, se não conseguiu produzir a contento com a devida regularidade, ainda assim sabe jogar e muito. E sem falar ainda mais no colombiano Guerra, que está prestes a assinar com o Verdão, segundo se diz por aí.

Mesmo porque o Palmeiras tem lá Arouca, o mais completo meio-campista brasileiro, ao lado de Moisés, que não joga nunca. Por quê? Problemas físicos? Só pode ser. Se assim for, tudo bem, Felipe Melo chegaria pra somar.

Pra somar – e, como! -, chega Cícero ao São Paulo. Uma volta que não deveria ter ida, pois se trata de um meio-campista também de múltiplas funções. Pode atuar como volante, meia ou atacante com a mesma desenvoltura, além de fazer seus golzinhos de cabeça vira e mexe.

Com Cícero, o Tricolor, sob o comando de Rogério Ceni, poderá ter um meio de campo de alto nível de criação, com Thiago Mendes ou João Schmidt, Cícero e Cueva, acionando um ataque veloz e hábil pelos lados (Neílton e Wellington Nem) preparando jogadas para o centroavante… Chavez. Aqui, a porca torce o rabo. Pois o argentino é daqueles centroavantes voluntariosos, canhotos, mas que tem certa dificuldade em se entender com a bola. Melhor seria Rogério testar o menino Neres ali e insistir com essa experiência. Algo me diz que dará certo. ou ir atrás de uma sua cria abandonada de extraordinário talento: Diego Tardelli.

O problema do Tricolor é a ausência de um banco de reservas forte o suficiente para enfrentar a maratona que o Ano Novo nos prenuncia.

Quanto ao Peixe, a isca foi de ouro: o zagueiro Cleber, ex-Timão. Sólido, experiente, poderá conferir à zaga do Santos a necessária segurança, pois, de resto, o alto nível do meio de campo e do ataque resolvem. Mais segura e técnica ainda será a defesa com a volta de Luís Felipe, machucado, um zagueiro em que boto fé pra ser cara de Seleção.

E o Timão? Ah, meu caro… O Timão tem Jo, e olhe lá. Até mesmo o meia Wagner, ex-Cruzeiro, saiu do horizonte alvinegro.

Carece de um zagueiro de alta classe e de atacantes, pois o meio de campo já está lotado de bons jogadores – Camacho, Marquinhos Gabriel, Rodriguinho, Giovanni Augusto, Marlone, sei lá quantos mais, se somarmos os meninos da base.

Mas, cadê a grana? Está enterrada nos alicerces do estádio de Itaquera, pelo visto.

 

 

 

Um comentário

  1. Queria exaltar Coca Mendoza e Diego Aguirre,os maiores jogadores da história catraquifistica do São Paulo,eterno vice-campeão do tropelo rio-são paulo de 1998,título inesquecível ! com Quistábulo no etério 2×2 no antigo Maracanã ! Levamos gol de Bebeto, que honda !

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