
A bola parou de rolar e entraram em campo as eleições – os melhores disto ou daquilo.
Uma profusão de seleções do campeonato e destaques individuais proliferaram pelas tvs, rádios, jornais, internet, o diabo a quatro, com e sem os Irmãos Marx, aos quais não se filia o mítico Karl (aviso aos jovens ou velhos navegantes distraídos), hoje em pleno olvido.
Então, permita-me o amigo surfar nessa onda também.
Lá vai a minha seleção do Brasileirão: Jaílson; Victor Ferraz. Geromel, Vítor Hugo e Fábio Santos; Moisés, Renato e Diego Souza; Marinho, Gabriel Jesus e Robinho.
Jaílson porque, em meio a tantos goleiros excelentes, como Weverton, Danilo Fernandes, Muralha, Vítor, Grohe etc., foi um caso a parte. Já aos 35 anos de idade, absolutamente desconhecido do grande público e até de boa parte da imprensa especializada, como este que vos fala, vivendo à sombra do reserva do ídolo Prass, de repente, entrou em campo e fechou o gol. A ponto de terminar o campeonato invicto, pois o campeão Palmeiras não perdeu um joguinho sequer com ele em campo.
Convenhamos, é um feito memorável.
Victor Ferraz, há tempos, vem sendo o mais eficiente e regular de quantos laterais-direito andam por aí: ataca e defende com igual categoria, cruza bem, dribla e passa com precisão. Na soma geral da temporada – e não só do Brasileirão – foi melhor do que Fagner, o preferido de Tite.
Vítor Hugo foi aquele zagueiro-artilheiro, que aguentou as pontas lá atrás, quando seus parceiros de zaga se revezavam, até o aparecimento de Mina, este, sim, um que mereceria estar nessa seleção, não tivesse entrado mais tarde no time campeão. Mesmo porque Geromel tem sido um esteio na defesa do Grêmio – e não é de agora.
Quanto a Fábio Santos, é mais por exclusão, já que Jorge, do Fla, não repetiu no Brasileirão seu desempenho anterior, e Zeca, que progride sempre, ainda não atingiu o estágio que se futebol sugere. Mas, aqui vale uma louvação especial para o veteraníssimo Zé Roberto, que deu aulas como lateral-esquerdo àqueles que o julgavam velho demais para a posição.
Moisés foi senhor absoluto do meio de campo. Múltiplo, pois joga com igual desenvoltura de volante meia-armador ou meia-atacante, é dono de um vigor físico impressionante e técnica refinada, tanto nos passes quanto nas investidas e nos chutes.
Assim como Renato, o veterano Renato, que atua de fraque e cartola distribuindo bolas no meio de campo do Santos vice-campeão brasileiro. Com um detalhe: jogou todas, de cabo a rabo, apesar da idade avançada.
Quanto a Diego Souza basta dizer que, além de articulador do Sport, foi o artilheiro do campeonato. E isso lhe dá um plus sobre Lucas Lima, Douglas, o Diego do Fla e outros meias de qualidade que desfilaram pelos nossos campos.
Marinho, do Vitória, foi um show à parte no torneio: canhoto, veloz, driblador emérito, produziu os gols mais bonitos do certame, tirando seu time da zona do sufoco.
E Robinho, além do maior goleador da temporada, somando todos os campeonatos, foi um fino distribuidor de bolas e deu aquele toque especial ao ataque do Galo.
Quanto a Gabriel Jesus, acabou sendo simplesmente a grande revelação do futebol brasileiro desde a saída de Neymar.
Muitos outros mereceriam menções honrosas, mas fico por aqui pois um cavalo branco (na verdade, de tons dourados) já está relinchando lá no meu bar, impaciente.
Queria exaltar Diego Aguirre, centroavante exímio que o meu tricolor teve em 1990 e que hoje brilha como técnico da seleção brasileira !
A. Helana Jr. mostra que conhece. Diego El Rey Souza, o Rei sem medo tá na sua seleção. O guarda valas é que não me parece o mais adequado. Colocaria Ivan Moysés.
A festa de Gabriel Jesus foi muito bonita lá em Goiás. Porém, tem certos fatos que chamam a nossa atenção. Não tivesse o fotógrafo gravado a cena, muitos de nós não acreditaria. Trata-se do inacreditável carrinho voador dado por trás do craque da seleção por nada mais nada menos que um garoto que invadiu o campo. O lance é impressionante pelos detalhes incomuns num adolescente. Se vê pela foto que o carrinho é digno(sic) de profissionais, profissionais maldosos daqueles que inutilizaram para sempre Zico, Juninho Paulista e outros jogadores mundo afora. Vê-se que o rapaz vai mesmo para quebrar como se diz no mundo do futebol, machucar o Gabriel. Nota-se que além de pegar por trás, ele deixa a perna levantada para provocar a sua queda.
Eu não sou psiquiatra mais elegeria esse moço como seríssimo candidato a um futuro(se já não o é) psicopata. Não sei o que aconteceu após o lance. se o entrevistaram e já o elegeram a herói. contudo, olho no pimpolho!
Pior que esse garoto do carrinho voador e criminoso, são aqueles seres ( não são e não chamo de torcedores ) com a camisa do Fluminense, que ofenderam e ameaçaram torcedores do Internacional dentro do metrô ! Merecem cadeia braba,viu mestre João !
É, Cavalo Branco bom é o engarrafado!
Boa seleção, está entre os melhores que penso também.
Como você escreveu, outros mereciam menções honrosas, mas aí vai de cada um, cada torcedor brasileiro….vixe…e haja menções, não?
Abraços, Helena.
P.S.: Ah, ainda em tempo, meu time foi campeão paulista e nacional de futsal…hummm…nada como um bom glemorangie!!