Vitória da esperança tricolor

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Tudo bem: qualquer um de nós – até eu, com este meu nervo ciático empatando os passos – faría aquele gol de Neres, sozinho, diante das redes vazias. Mas, é preciso inseri-lo no contexto do jogo para dele extrair todo o seu forte simbolismo.

A partida com a Ponte Preta, num Morumbi lotado, era crítica, quase desesperadora para o Tricolor, que foge da zona do rebaixamento como o Diabo da cruz.

E, mesmo vencendo por 1 a 0, gol de pênalti de Cueva logo aos 10 minutos do primeiro tempo, o São Paulo, como time, era inferior à Macaca. O empate rondava a área de Denis o tempo todo, e o menino Neres era mal aproveitado: aberto pela direita, nem recebia o passe adequado, nem o apoio de Wesley, atuando como lateral-direito, extremamente recuado por evidente definição tática, função, aliás, que cumpriu com pleno êxito, diga-se.

Basta dizer que a Veterana esteve a pique de empatar ainda no primeiro tempo, naquela cobrança de corner de Reinaldo, da direita, que Denis socou mal, a bola fez uma voluta em direção às redes, mas foi cortada de cabeça por Rodrigo Caio, chocou-se com a trave e voltou para as mãos do goleiro.

Na segunda fase, Chavez entrou no lugar do garoto Pedro, que também sofria pela escassez de bolas a seu jeito, para perder a chance de marcar o terceiro, quando, passando pelo arqueiro, tentou mais um drible e perdeu a jogada.

E, depois de Chavez, foi a vez de outro jovem entrar – Luís Araújo. Nesse momento, temi pela saída de Neres. Aliás, o próprio jogador revelou igual temor ao perguntar para o companheiro se era sua vez de ser substituído. Não era, e, então, deu-se, já aos 37 minutos, o gol que aliviou de vez a nação tricolor.

Mas, por que é tão significativo esse fácil gol de Neres?

Porque serve pra sedimentar não só a confiança do próprio menino que acaba de ascender ao time titular como também o conceito de que esse é o caminho para o São Paulo dar a volta por cima no ano seguinte, depois de tão desastrosa temporada, aquele que sugere o aproveitamento em penca dos garotos da base desde já pra que eles ganhem cancha em direção à próxima temporada.

Contudo, um alerta: o São Paulo precisa, desde já, assestar sua lupa sobre o mercado em busca de dois ou três meias de qualidade, embora ainda desconhecidos, enquanto torce pela recuperação total de Lucas Fernandes, para que tenha um meio de campo capaz de abastecer com ciência essa rapaziada lá na frente.

NA LINHA DO GOL

O Bayern deu um show de bola diante do Borussia M’Gladbasch. Fez 2 a 0 e poderia ter dobrado esse placar só no primeiro tempo. Porém, o mais animador foi ver a atuação exemplar de Douglas Costa, que Tite acaba de convocar novamente pra Seleção. Ao lado de Robben, foi o grande destaque de seu time, driblando, cruzando, passando, marcando, investindo pela esquerda, pelo meio, pela direita, e completando o seu belo desempenho com um gol de categoria, de pé direito, logo ele, um canhoto incorrigível: matou no peito na área, e disparou reto e certeiro.

 

 

3 comentários

  1. Está dando um verdadeir nojo de ver seus comentários com relação ao São Paulo….que o clube não está bem e falta planejamento e organização tudo bem mas só fala mal do clube o tempo todo que nojo da de ver você é Flávio prado querendo ver o São Paulo na segunda divisão!!!!!que nojo coisa asquerosa!!!!quem merece é a ponte reta ,Chapecoense,Sport,vitória times melhores e mais grandes do que a história do São Paulo

  2. O sinal de alerta pra essa fraca,arrogante e prepotente diretoria armadora do São Paulo e que acha que colocando Rogério Ceni no comando em 2017…?????kkkk,da pena de ver um clube do tamanho do Spfc passar por mais um mico desse!!!obrigado!!!!abraço

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