No Maraca e no Parque, a liderança joga

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Flamengo joga amanhã

Eu vou pra lá

Vai haver mais um baile

No Maracanã

Será que os versos do rubro-negro Wilson Baptista, gênio do samba, inspirados nos tempos de Dida, Dr. Rúbis, Pavão e cia. bela, são premonitórios? Só o rolar da bola dirá.

O fato é que a volta do Flamengo ao Maracanã, depois de tantas ausências, é uma celebração. Dá samba, gente!

Ainda mais que o Mengo, também, depois de tanto tempo, está aí à caça do Palmeiras e do título brasileiro, num jogo contra a outra maior torcida do futebol brasileiro, a Fiel. Mas, cá entre nós, não deverá ser uma moleza, um baile do Rubro-Negro, diante do Corinthians, que, apesar da última derrota para o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, dá sinais de que está arrumando sua equipe depois de alguns tropeços que o tiraram da zona da Libertadores.

Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press

Sucede que o Fla joga de olho no Verdão, que recebe o Sport no Allianz Parque, um estádio de Primeiro Mundo cujo gramado foi devastado pelos shows ali realizados outro dia.

E aqui fico matutando a respeito do chavão repetido à exaustão pelos idiotas de plantão sobre as tais arenas inteligentes. Isto é: espaços esportivos destinados também a outras atividades, tipo show musical. Nesse sentido, inteligentes seriam essas arenas se fossem devidamente equipadas dos mais sofisticados recursos tecnológicos que poupassem os gramados, área nobre e precípuas desses estádios. Algo assim, ó: que o gramado pudesse ser retirado intacto, como acontece em alguns estádios europeus, para dar lugar ao palco central do espetáculo musical. Qualquer coisa do gênero.

Mas, não é nada disso. A coisa funciona como sempre funcionou, em qualquer dos mais antigos estádios do mundo: estende-se uma lona sobre o gramado e seja o que deus quiser. Isso é inteligente? Desculpe, amigo, mas isso é o que se pode chamar de arena burra.

Nesse aspecto, muito mais inteligente era o velho Pacaembu, quando não havia tais recursos tecnológicos, mas lá estava instalada a concha acústica – um imenso palco destinado a apresentações musicais, fosse por orquestras sinfônicas, fosse por números populares de canto ou dança. Ficava ali onde o nefando prefeito Maluf mandou erigir aquele monstrengo chamado popularmente de Tobogã.

Bem, voltando à vaca fria – ou melhor, o Periquito ou Porco quente, como queiram -, o tapete vermelho se estende aos pés do Verdão neste domingo. Afinal, joga quase completo, com exceção do menino Jesus que faz uma falta do diabo,  e terá diante de si um Sport em pleno descenso. É hora de manter a distância devida para o Fla, com ou sem Maracanã, mesmo em pleno gramado transformado em arena (areia).

 

2 comentários

  1. Sou corintiano, mas pobre Timão, se vier com a mesma formação, com um volante, que se atira ao ataque, e ninguem volta pra marcar, e esta defesa fraca, quero nem ver a vergonha que iremos passar, o time ja não tem raça, e tem ruas e avenidas para os adversarios descerem, vai ser uma goleada se não fecharem o meiuca.

  2. È vi a escalação, Willians , não joga nada, não tem força fisica, caneludo, só ele de volante, o resto tudo meio atacante, vcs acham que Giovani Augusto, Rodriguinho, vão marcar? nunca, cade o Jean, estilo do Ralf, coloca ele mais o Camacho, ja era, é piaba hoje, sem dó.

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