Fla, Galo, Tricolor, Peixe e cai a treva

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Pela manhã, o Flamengo deu um baile no Pacaembu lotado de nordestinos paulistanos, todos rubro-negros, claro.

Foi uma festa. O Mengo deslizou pelo gramado, meteu 2 a 0 no Figueira e ainda desperdiçou mais quatro chances claras para ampliar o marcador: duas com Leandro Damião – uma delas, na cobrança de pênalti que não houve – e mais duas com o menino Vizeu que entrara em seu lugar. Em compensação, William Arão comeu a bola e fez o primeiro do Fla, de cabeça, em belo lançamento de Rafael Vaz, restando a Diego marcar o seu, de pênalti, que houve, diga-se.

Assim, o Urubu continua rondando o Periquito, à espera de um tropeço que não veio neste fim de semana.

À tarde, quem vacilou foi o Galo diante da Raposa. Ganhava por 1 a 0 e cedeu o empate que o deixa um tantinho mais distante do topo, enquanto o Grêmio segue em queda livre, já sem Roger Machado – perdeu por 1 a 0 para o Flu, em casa. Que barbaridade, tchê!

E o São Paulo?

Bem, se o Tricolor não ganhava do Furacão em Curitiba havia mais de trinta anos, por que seria diferente agora?

Ah, mas o São Paulo vinha de duas vitórias, estava se arrumando, então…

Então, o Tricolor jogou tudo o que pode, inclusive estreando Robson e reabrindo as portas para Michel Bastos. Em vão, num jogo equilibrado, com ligeiro predomínio do Atlético, que só venceu por 1 a 0 porque Denis praticou duas ou três defesas providenciais.

Por fim, à noitinha, o Pacaembu que vive fechado, reabriu seus portões pela segunda vez neste domingo, à espera de Santos e Santa Cruz.

E, logo de cara, Vítor Bueno cruza pra Ricardo Oliveira aparar de cabeça e Copete finalizar: 1 a 0. Pouco depois, Ricardo Oliveira recebe sozinho, cara a cara, e bate em cima do goleiro. Mais um tanto, e Ricardo Oliveira, gol aberto, depois de disputa entre o goleiro e Copete, toca por cima, pra fora.

Bem, aí, quando o segundo tempo se prenunciava, fez-se a treva no Pacaembu.

Fiat Lux!, bradei do alto da minha imodéstia. Em vão.

Assim, como tenho outras ordens a cumprir, deixo o amigo na escuridão sobre o final desta melódia.

PS: Esclarecendo: quando a luz se fez, o Peixe venceu por 3 a 2, como o amigo já está cansado de saber, com um gol no finalzinho da partida, o que o deixa bem próximo do Galo e ainda respirando ofegante em busca do título.

9 comentários

  1. Seja imparcial, Alberto. Não cometa os erros de maioria de comentaristas, jornalistas e/ou blogueiros paulistas. Desmerecer uma torcida carioca, e do maior clube do Brasil, diga-se de passagem, é atitude mesquinha e de viés bairrista. O Flamengo (trem pagador de qualquer campeonato -e nem sequer me defini Rubro-Negro), mostra há muito, que tem torcida (maioria) em qualquer praça. Nao carece adjetivar uma síntese em seu post: ” lotado de nordestinos paulistanos”. Acaso fizeste este levantamento? Acaso maioria de torcedores seriam retirantes ou seus descendentes? Seria vergonhoso ou humilhante para o estado de São Paulo, fazer menção apenas a: ” lotado de paulistanos”? Isso ofenderia a certa parcela de seus leitores, constatar que um clube de estado vizinho é capaz de levar em horário mais impróprio, mais torcida de que clube local? Por essas e outras é que o Flamengo se torna o que é. E me parece alçando vôos maiores. Creio que entre os torcedores, apesar da histórica imigração, continham: baianos, paulistas, cearenses, cariocas, “nordestinos”, “calangos”? …e etc devido universalidade das praças do Flamengo. O leitor mais avisado captou o seu despeito. Fica o alerta, claro, sem esperança de mudança de sua parte. Difícil jornalista independente. Sei como funciona.

    1. O amigo comete mais do que um erro de interpretação do meu texto. Chega a roçar a ofensa, quando duvida da minha honestidade de propósitos. É óbvio que o Flamengo tem torcedor em todas as partes do Brasil, inclusive São Paulo, claro. Assim como é óbvio que sua presença no coração dos nordestinos é avassaladora, assim como do Vasco e do Corinthians (este, menos). Mais óbvio ainda é que São Paulo é a maior cidade nordestina do Brasil, pela presença maciça e constante de migrantes que vêm lá de cima há décadas e décadas. Logo, não há um respingo sequer de intenções ocultas no referido texto. É apenas a constatação de um fato como outro qualquer, com pretensões a descontração coloquial com os amigos, paulistanos, nordestinos, cariocas ou seja lá de onde venha o leitor. Saiba que o preconceito, qualquer que seja, não faz parte do meu repertório.
      Abraços

      1. Caro Alberto
        Acho que caso o Sebastião morasse em SP – ou compreendesse o espírito do paulista! -, não teria se pronunciado como acima o fez. Muito boa sua resposta.
        Os paulistas (nascidos em SP ou que adotaram este Estado como seu) levam em todo o Brasil – e, em especial, no Rio – uma fama que não merecem, o que conduz a interpretações errôneas sobre o pensamento e as atitudes próprias do povo bandeirante.
        Cabe a nós compreender e responder – sempre! -, como você o fez.
        Parabéns.

  2. Sr.Alberto Helena, não é mudando de assunto não, mas é triste ver a lenta agonia da querida Portuguesa até o eminente e inevitável fim.A Lusa caiu até a quarta divisão,porque João Saldinha ( mestre ) mal leu a proposta pra treiná-la em 2014 !

    1. Ivan , a Lusa cometeu “um pecado” ao bater de frente com a CBF ,foi só isso! Talves voce não lembra ,mas o Santa Cruz há uns dez anos atras denunciou a mafia da arbitragem e foi parar lá na quarta divisão .O America do Rio tambem cometeu este pecado brigou com a CBF ,aliais cade o America? Voce lembra do tal do Gama de Brasilia que foi bater na justiça comum em 2001 contra a CBF que retirara pontos do São Paulo e beneficiando o Botafogo e Internacional no caso de gato de Sandro Hiroschi .Neste caso um crime de esfera civil foi resolvida na esfera desportiva é porque “gato ” é falsidade ideologica e isto é crime civil.,com tudo para beneficiar os parceiros e nesta dança até o Fluminense e Bahia foram agraciados

      1. Caro Janio
        Na realidade, o caso Lusa beneficiou diretamente o Flamengo, que tinha usado irregularmente um jogador que não podia ser inscrito, no jogo do sábado, contra o Cruzeiro. O Flamengo então perdeu pontos (não me lembro quantos, pelo regulamento), que o levariam ao rebaixamento. Só que a Lusa também usou jogador irregular no dia seguinte (domingo), contra o Bahia, mas não teria caído somente pelo resultado do jogo (salvo engano, empate).
        Aí começou o calvário da Lusa, que teria – repito, TERIA!!! – recebido algum para escalar o jogador irregular e salvar o Flamengo: série B, depois C e, agora, D.
        O caso carece ainda de esclarecimentos e confirmações….

  3. Deixa eu dá meu pitaco ai nessa discussão Helena x Sebastião. Franca e honestamente não foi uma tirada boa a do Helena em afirmar que o Pacaembu estava lotado de “nordestinos paulistanos”. Sei que ele não teve a intenção de ofender, os nordestinos chamando-os de paulistanos.

    1. Sardinha ou Saldinha, como diz o Profeta que nos guia neste deserto de ideias… Boa sacada essa. Mas, tão injusta quanto a do Sebastião. Enfim, pode me chamar de São Sebastião.
      Abraços e obrigado pela presença constante.

      1. Podem me chamar até de João Saldanha que não fico bravo e nem poderia, ser chamado de Saldanha é um grande elogio. Mas Helena entre mortos e feridos estamos todos salvos e vice-versa. Minha sacada foi para deixar o jogo empatado e Sebastião acalmado.

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