
Neymar abre a contagem batendo falta que ele mesmo sofrera, aos 26 minutos de jogo. E Neymar marcou, nas cobranças de pênaltis, o gol que nos deu a primeira medalha de ouro da nossa história, feito que não conseguimos antes com craques como Gérson, Vavá, os dois Ronaldos, Romário, Kaká etc.
Mas, o gol de Neymar só nos deu o ouro porque no ato anterior, o goleirão Weverton defendeu a batida de Petersen. E aqui o goleiro do Furacão, que foi chamado à última hora para o lugar de Fernando Prass, merece um ouro dobrado, assim como Neymar, pois, bola rolando, aos 30 minutos, fez uma defesa sensacional, quando o Brasil ganhava por 1 a 0, em disparo de Meyer, o autor do gol de empate, já aos 13 da etapa final.
Há momentos que definem a eternidade. E ali, logo depois da magistral cobrança de falta de Neymar que havia colocado o Brasil em vantagem, uma pontada de desesperança havia me tocado. Foi quando, na sequência do gol, nosso time passou a trocar bola na defesa, permitindo aos alemães se recuperarem emocionalmente. Logo eles, que tão bem sabem controlar os nervos, sob uma organização tática convencional mas eficiente.
A partir daí, o jogo que estava aos nossos pés transferiu-se de lado, sobretudo no início da etapa final, quando Meyer empatou, aos 13 minutos.
Isso, sem falar nas três bolas no nosso travessão desferidos pelos alemães, houve uma alternância de domínio – mais brasileiro – e algumas chances claras desperdiçadas, pelos dois Gabriéis, Luan e Felipe Anderson, cara a cara com o goleiro
Na prorrogação, começamos melhor, mas ambas as equipes já davam sinais claros de cansaço, e tudo foi levado para o plano das incertezas das cobranças de pênalti, quando Weverton e Neymar nos deram o ouro tão almejado.
Mas, se ambos foram decisivos, Renato Augusto foi simplesmente espetacular na sobriedade de sua atuação impecável, seja como ladrão de bola, seja como armador, o cérebro de uma equipe que joga com ciência, habilidade e denodo, pois se há algo de que a torcida brasileira, tão afeita ao grito de raça-raça-raça, não pode condenar nessa rapaziada é a falta de empenho.
E, assim, a medalha de ouro inédita rebrilha como o anúncio de uma fase nova dourada neste nosso futebol tão cinzento dos últimos tempos.
Concordo Helena, vamos aguardar o futuro.
Dois comentários: esse Renato Augusto joga muito, em minha opinião o melhor desse time, mesmo com o Neymar (questão de opinião).
O segundo, como nos antigos desenhos animados onde sempre havia um anjinho e um diabinho dando conselhos ou não para personagens. Me veio um deles (não sei qual) ao meu ouvido:
“- Dunga era para ser o técnico olímpico. lembra?”
Nada contra o Dunga, que é o menos culpado apesar da cumplicidade, do futebol brasileiro recente.
Que seria diferente, seria…Contra ataque, ligação direta, garra, raça, estamos no rumo certo,”grupo fechado” e o bom humor tão característico. Afora os grandes comentários e opiniões do Gilmar Rinaldi.
Não lembro se havia anjinhos ou diabinhos em a “Branca de Neve e os sete anões?”
Ganhamos a medalha olimpica ,os garotos jogaram com determinação e garra ,mas nosso futebol precisa ser reorganizar ,nada muda da agua para vinho com uma vitoria ou uma conquista. temos muito o que mexer e mudar,mas parabens aos meninos de Micale
Às vezes, Alberto, acho que as pessoas não entendem bem o futebol e sua capacidade de nos pregar surpresas. A seleção olímpica foi de favorita a decepção e depois acabou ganhando nos detalhes.
Futebol é, na maioria das decisões, uma caixinha de surpresas, uma loteria.
Então perder não é uma tragédia e ganhar não nos torna heróis.
Quanto mais entendermos isso, mais felizes seremos ao torcer para o Brasil.
Segundo o site O globolixo, Tite convocará Paulinho. O que eu falei aqui há uns 2 meses atrás? Paulinho, Elias, Petros estão em alta com Tite. Hepatite tem cura? É difícil, ela é contagiosa é virótica.
Caro Alberto Helena. Você, fã como eu do futebol de toque, criativo, sem a sanha do volantão. Aquele futebol mais parecido com o da seleção de 82 cuja virtude foi priorizar a convocação do jogador habilidoso, deveria fazer pelo menos um elogio ao aparecimento de um treinador cuja coragem resgatou o nosso futebol verdadeiro do: Tomo 2 faço 4 e vou pra cima.