Ufa, que alívio!

Foto: Nelson Almeida/AFP
Foto: Nelson Almeida/AFP

Ufa, que alívio!

Não, não me refiro ao simples fato de nossa Seleção Olímpica ter passado para a próxima fase da competição, pois isso poderia ter acontecido com o time jogando mal e obtido a vaga com um gol de mão aos 49 minutos do segundo, ou fruto de uma essas bolas paradas a que praticamente se resume o futebol brasileiro dos últimos anos.

O alívio adveio do desempenho tático e técnico de nossa equipe, que teve pleno domínio da partida diante da Dinamarca, postando-se sempre à frente e apostando na habilidade e rapidez dos nossos atacantes, sobretudo, o que resultou na goleada por 4 a 0.

Essa é a grata proposta do técnico brasileiro que foi retalhada nas duas primeiras participações do time nestas Olimpíadas.

Caso aquele horror se repetisse hoje, essa proposta teria sido sepultada por mais uma década, no mínimo, em vez de se refletir na Seleção principal e, quem sabe, nos nossos clubes por extensão.

E no que se resume essa proposta, na prática?

Na presença de zagueiros que saibam atuar avançados, dois laterais ofensivos, apenas um volante de bom passe, como esse Wallace que substituiu Tiago Maia, outro de igual estilo, um meia-armador (Renato Augusto), um meia ofensivo (Luan) e os três atacantes versáteis e hábeis – os dois Gabriéis e Neymar. Marcação lá em cima e muita descontração com a bola nos pés.

Descontração… talvez esse tenha sido o segredo do renascimento da Seleção de Micale.

A sensação que me passou o time esta noite na Fonte Nova foi a de que a turminha espiou o abismo se aproximando de seus pés e lhe sobreveio aquela súbita e inexplicável paz de quem já sabe que não há mais nada a perder, principalmente, a dignidade.

E, com os nervos controlados, diante de uma Dinamarca praticamente classificada, que não nos ameaçou um tiquinho ao longo de toda a partida, a moçada passou a jogar o que sabe. Sobretudo, Neymar, que vinha da pior exibição de sua vida, pois foi de seus pés que saíram as principais jogadas de ataque do Brasil.

E Gabigol, autor do primeiro gol em cruzamento de Douglas Costa, e do quarto, em bela trama de Neymar com Gabriel Jesus que  disparou para o goleiro rebater nos pés do santista.

Entre um e outro, o menino Jesus tirou o pé da lama e Luan fez o seu, em outra troca de passes vertiginosa entre Neymar e Douglas Santos.

Por trás deles, Wallace, que me fez lembrar pelo porte e acerto nos passes de Denílson, o Rei Zulu das crônicas de Nelson Rodrigues, e um Renato Augusto justamente posto onde mais rende – ali na meia-de-armação, distribuindo bolas exatas para os companheiros.

Enfim, não ganhamos nada ainda, como gostam de dizer por aí. Mas, pelo menos, restou no ar uma fresta de esperança renascida.

 

 

 

5 comentários

  1. Helena ,se nossa seleção jogasse futebol com seriedade e responsabilidade dentro de esquemas em qualquer competição os outros entrariam para disputar o segundo lugar.porque qualidade técnica sempre foi o forte do futebol brasileiro ,mas de uma indisciplina total.

  2. a selecao ganhou ontem de uma mula empacada nao adiantava torce o rabo que ela nao saia do lugar a dinamarca como muitos times europeus nao tem time nao joga com tecnica e nao tem o jogo agressivo que da trabalho ao Brasil. contra a africa do sul eles usam a forca a uma tecnica e nos nao conseguimos dominar e assim contra todos os times que jogam agressivamente usando forca e tecnica times como Mexico que tem nos dado bastante o que pensar nao e facil .Esse time se tivesse jogado na euro que voces adoraram teria ido longe contra aquele futebol sem tecnica e sem agressividade fisica.

  3. Passamos para oitavas …,mas dependendo de como o adversario jogar veremos nossas deficiencias ,porque o time brasileiro careçe muito do jogo coletivo e ontem a Dinamarca ofereceu o campo inteiro para que nosso time desenvolvesse seu futebol com espaço e liberdade para as jogadas e assim construir um placar grande,claro que não se nega a vontade e empenho do time , mas as dificuldades foram poucas .

  4. Sam, esse cavalo ( hein ? ). Estou achando que não virou nada, Saldinha ! Não foi até hoje, faz dias ardidos, Cassio ! Espere o novo deserto espraiado com azeite ! Arreia ! Arreia ! Arreia ! REIA !

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