
Tava aqui, na minha caverna do Grão Ducado de Ibiúna, vendo meu amigo, excelente repórter e gente fina, André Hernan, falando diretamente da Granja Comary, em Teresópolis, onde está se preparando a nossa Seleção Olímpica. Ao fundo, aquele ruço de sempre, impedindo qualquer treinamento sério, pois você não enxerga um palmo adiante do nariz, mesmo que tenha a dimensão do meu.
Cena de que fui testemunha dezenas de vezes, desde quando se inaugurou esse centro de treinamento das seleções brasileiras.
Meu Deus!, são tantas as vezes em que nossos times nacionais têm tão pouco tempo de treinamento que submetê-las a mais essa restrição é absolutamente inconcebível.
Vale dizer que a escolha de Teresópolis não foi uma ditada pela ciência. Longe disso! Num país das nossas dimensões e climas tão diferentes, a escolha da Granja Comary se deu apenas por um impulso paroquial: era ali que o então presidente da CBD, depois CBF, o almirante Heleno Nunes tinha seu sítio.
O saudoso João Saldanha fincava suspeitas financeiras sobre essa escolha. Não sei.
Só sei que foi, de todas possíveis, a pior. E que a CBF, com toda a fortuna que acumula sem o devido retorno para o futebol, bem que poderia procurar um lugar mais adequado para nossas seleções trabalharem com o menor número de dificuldades climatológicas, pelo menos. Óbvio!
Mas, isto é Brasil, foi Deus quem criou, como já disse lá atrás o poeta popular. E o Diabo tomou, como completou outro.
Alberto Helena nem tudo são más notícias em Teresópolis. Demorou mais parece que as nossas preces se concretizaram. Acabo de ler no JC do Recife que Micale resolveu abolir os volantes e substituí-los por meias de ofício na seleção. Ele escalará Renato Augusto e Rafinha mais recuados mais Luan e na frete Gabigol, Gabriel Jesus e Neymar, jogando num 4-3-3 compactado. Se isso se confirmar pode ser o começo da redenção do futebol brasileiro. Merece ser comemorado com um bom vinho. Salve Micale!
Deus de ouça, tubarão!
Procurei aqui e ali e não encontrei uma vírgula sobre um assunto que deveria render muitos comentários sobre a auspiciosa notícia que Micale e agora Tite se dispõem enfim a navegarem pelas águas cristalinas que marcaram o futebol brasileiro até os anos 80 ao abolirem de vez a figura soturna do volantão trombador a qual nos causou tantos prejuízos todos esses anos. Micale e Tite pensam seriamente em investirem em jogadores hábeis no meio de campo voltando com o futebol ofensivo, plástico que sempre encantou o mundo. Os bloguistas preferem se debruçar sobre a volta do Messias, digo, de Diego ao nosso futebol.
A saída dos volantões e a consequente substituição por meias de ofício irá provocar no futebol mais que uma simples forma de jogar, irá mexer profundamente com a estrutura que cerca toda cadeia do futebol.. Essa mudança afetará de várias maneiras o nosso modelo atual de jogo. Na parte referente ao jogo como espetáculo só temos a ganhar pois se constatará de imediato um aumento no número de gols, nas jogadas de efeito, ou seja o futebol como espetáculo só irá crescer. Isso implicará certamente num aumento de torcedores que irão aos estádios favorecendo os clubes e patrocinadores. No que concerne à parte técnica serão valorizados de novo, aqueles jogadores mais habilidosos, os técnicos mais criativos.. Vejam quanta coisa positiva poderá ser gerada com uma mudança aparentemente simples que no entanto passou mais de 30 anos para ser efetivada.
ESTOU AQUI NA TORCIDA – PARA QUE O BAUZA NAO VOLTE – ELE E’ O CULPADO PELO NIVEL
PESSIMO QUE O TIME APRESENTA E UM DOS CULPADOS PELAS DISTENCOES MUSCULARES E QUEBRA DE JOELHOS – ESSA DIRETORIA NAO ENTENDE DE FUTEBOL E NAO ENXERGA O QUE ESTA ACONTECENDO.
TREINO TODOS OS DIAS !!!!! ATOA PORQUE O TIME NAO MELHORA – TREINA POR QUE TREINA.
FORA BAUZA.