O que resta ao Tricolor?

Foto: AFP PHOTO / RAUL ARBOLEDA
Foto: AFP PHOTO / RAUL ARBOLEDA

O que resta agora ao São Paulo até o fim da temporada?

Poderia dizer que resta olhar para a próxima temporada e ir plantando desde já a semente de um futuro a médio prazo, trocando a diretoria, o técnico e o time. Sim, porque o Tricolor atual é um campo árido em ideias, onde brotam apenas a imprevidência e os gestos estabanados.

Mas, como tão radical mudança é impossível, vamos cair na real.

O que resta de imediato é apostar todas as fichas na Copa do Brasil, caminho menos pedregoso do que o G-4 no Brasileirão, desde que a Libertadores continua sendo uma obsessão tricolor. Além do mais, a Copa do Brasil é o único título que falta na gloriosa galeria de troféus do clube.

Para tanto, de cara, precisa decidir essa saída de Ganso o mais rápido possível, já que, se a negociação com o Sevilha melar, o Tricolor ficará com o mico na mão – a estrela da cia., ganhando um baita salário, sem ânimo pra jogar, à espera do fim do contrato, quando então sairá de graça, a exemplo de Kaká e outros tantos.

E, de imediato, sair à caça de dois ou três meias de técnica mais refinada do que aquela legião de volantes que habitam o Morumbi. Sem criação não há realização, meu! Montillo, por exemplo, está aí dando sopa.

Para o lugar de Calleri, que já partiu, um atacante de qualidade, não certamente o Gilberto que estão repatriando, segundo consta. Muito melhor, Tardelli, cria da casa, que está de saída lá do Shandong.

São apenas dois exemplos que me vêm à cabeça agora, sem muita pesquisa. Imagino que o diretor de futebol do clube deva ter uma lista de alternativas infinita, se realmente cuida disso com apuro.

Outra saída é promover definitivamente uma batelada de meninos da base, prática que facilitaria a rápida adaptação deles à equipe titular, naquele processo em que a presença de um ajuda o outro a crescer. Isso, aliás, é o que facilita a permanente renovação dos Meninos da Vila, lá na Baixada.

Por fim, a questão do técnico, que foi contratado por ser estrangeiro e perito em Libertadores.

Ser estrangeiro não quer dizer necessariamente que se trata de alguém mais atualizado com as táticas e metodologias modernas.

Não é, positivamente, o caso de El Patón, um técnico pragmático, que está aí há um tempinho pregando os mesmos conceitos da maioria dos treinadores brasileiros, e fazendo o time jogar como se estivesse numa gangorra – ganha uma, perde outra. Ganhar ou perder faz parte do jogo. Mas, para quem apenas o resultado interessa, seu valor acaba se restringindo aos números estatísticos. E esses conspiram contra o técnico tricolor, claro.

E, cá entre nós, um técnico que escala os atacantes natos Ytalo e Centurión para o lugar do meia armador Ganso está assinando um atestado de total incompetência.

É verdade que nos últimos anos o São Paulo quebrou em pedacinhos sua antiga tradição de um time que cultivava a técnica acima de tudo. Passou a ir ao vento do clamor desses torcedores uniformizados cuja única visão do mundo é a violência, a força bruta, a estupidez, e que só sabe pedir raça, raça, raça, como uma paródia do Corvo de Poe.

E lá vem Lugano, lá vem Maicon, na esteira de outros tantos.

Alguém precisa resgatar a velha mística que fez do São Paulo um modelo de gestão, um exemplo de previsão, ambos voltados para manter transparente sua própria identidade.

Caso contrário se afundará ainda mais na vala comum em que mergulhou na última década.

 

 

 

 

 

4 comentários

  1. acho que o Timão devia pegar leve com os bambinhos, eles estão debilitados e será uma agressão de incapaz. 3 x 0 tá bom, sem baile, olé, nada disso, em respeito ao passado glorioso (+ de 12 anos se passaram sem nenhum titulo importante), se não eles vão arrumar uma taça pinga 51 e se consolar como os porquinhos…rsrsrsrsrsrsrsrsrs

  2. quem o GALINHÃO ?? que caiu nas oitavas da liberta??? com dois penaltis inexistente a seu favor( FAMOSO APITO AMIGO) tricolor 3×0 !!!

  3. Excelente análise. É a realidade atual do tricolor.
    Diretoria atual precisa estabelecer um plano de governo, sério, e mantê-lo.
    A base, Cotia, é o caminho.
    Chega de improvisações.

  4. Se o time jogar como jogou a libertadores com raça garra e determinação a empresa esportiva corinthiana vai quebrar a cara.
    A imprensa esportiva está querendo ver esse time na série b , isso não põe atingir os jogadores e hora da reação e voltar para libertadores para vencer

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