Contra os maus presságios, deu Alemanha

Foto: AFP
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A Vivo faleceu na madrugada de terça, aqui no meu sepulcro de pedra do Grão Ducado de Ibiúna, e só foi ressuscitar três dias depois, como reza a lenda. Eis por que nosso papo diário ficou suspenso por tanto tempo.

Confesso que, nesse período, encantei-me com a goleada do Palmeiras, lastimei a desclassificação na Eurocopa da Bélgica diante do País de Gales e fiquei atormentado com o mau presságio de que a Itália eliminaria a Alemanha, neste sábado.

Sim, porque a Itália é uma víbora, una vipera, como diriam meus ancestrais. Fica ali encolhida em seu cantinho, até, tziz, dar o bote venenoso e fatal.

E assim foi ao longo de todo o tempo regulamentar, embora os alemães nem de longe praticassem aquele futebol feito de muito toque de bola e envolvimento de costume. Ao contrário: a Alemanha parecia ter sido contaminada pelo comportamento habitual dos italianos, ainda que com maior domínio do jogo.

Pelo menos, na fase inicial, uma tremenda perda de tempo.

Mas, na etapa final, que acabou sendo apenas um prelúdio da prorrogação, abriu a contagem aos 19 minutos com Ozil, em rápida manobra de Mário Gomez e Hector.

E, quando maior era o volume de jogo dos alemães, que desperdiçaram chance incrível com Mário Gomez, de calcanhar, em defesa extraordinária de Buffon, bola na área tedesca, pênalti tolo de Boateng, justamente um dos dois melhores zagueiros da Eurocopa até aqui. Coube a Bonucci empatar, levando a decisão à cobrança de pênaltis, além da prorrogação.

Aqui, num jogo de mais erros do que acertos na fase inicial, coube a justamente ao mais experiente, o craque inexcedível, o capitão eterno da Alemanha, Schweinsteiger, mandar por cima do gol de Buffon a bola decisiva.

Por fim, o novato Hector deu um ponto final nessa questão, depois de Neuer ter defendido a cobrança anterior, já pra lá de Bagdá.

O que garante, pelo menos, um toque de classe nas semifinais dessa Eurocopa marcada mais pelas presenças dos pequenos Gales e Islândia do que pelos grandões do hemisfério e do mundo.

Ah, sim, sem falar em Portugal, que chegou às semifinais sem ganhar um único jogo.

 

3 comentários

  1. João Sardinha eu entendo o seu ponto de vista, Jamais o sr. disse o contrario,reviu renascencias que o cavalo alado dissimulou o complexo e que Ti Mica ( foi chamado de Ti Mica por Cléber ) na realidade deu as camisas para formar o time ( esquadrão, né ? ).Sardinha, a indrumenstidade de um piancebólo se baseia ao cair nos arrojo que seu corpo não acompanha !

    1. Obrigado,cartografia não é a ciência que você pensa estar marcada nas entrelinhas.Muito obrigado,Sardinha ! Está bem, muito bem mesmo.Ficou bem demais o título desse ano para o Atlético-PR.

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