
Desculpe-me o amigo pela longa ausência. É que baixou a treva sobre minha caverna aqui no Grão Ducado de Ibiúna e reinos vizinhos. Fruto de um verdadeiro tufão que derrubou todas as linhas de comunicações da região na madrugada de segunda.
Durante dois dias e duas noites, depois do vendaval, um toldo de chumbo estagnado cobriu os céus e por toda parte desceu um silêncio sobrenatural em que não se ouvia nem um pio de passarinho, quanto mais internet, telefone, tv e outros bichos.
Pelo visto, Deus está cansado de ser brasileiro, ao observar o comportamento do povinho que ele colocou nesta terra abençoada pela própria natureza.
Bem, o fato é que finalmente fez-se a luz e pude ver o Brasil meter 7 a 1 (emblemático?) sobre o Haiti pela segunda rodada da Copa América.
Dito assim parece algo previsível e natural. Afinal, o Haiti ainda não é aqui, embora nos esforcemos pra chegar lá. Trata-se de um futebol incipiente e insipiente, isto é, iniciante e sem o devido conhecimento das regras básicas do jogo.
Agora, esqueça o Haiti, meu amigo, pois já cansei de ver times afamados se confundirem sozinhos com a bola jogando contra o vento. E vamos olhar o nosso Brasil com mais atenção.
Pois gostei da postura da equipe e das opções do técnico Dunga.
Antes de mais nada, pela segunda vez nesta Copa América, ficou claro que nosso time substituiu aquele jogo de bola esticada lá de trás ao ataque, vezo próprio do futebol brasileiro dos últimos tempos, pela troca de bola ciente desde a defesa à parte ofensiva, E assim foi construindo o placar que poderia ter atingido o paroxismo: por baixo, uns 10 a 1, desde que Gabigol, por duas vezes, mais Jonas e Renato Augusto perderam chances cara a cara com o goleiro.
Além disso, vale ressaltar o ímpeto ofensivo de uma equipe que, mesmo goleando, não parou de atacar, atrás dos gols que podem fazer a diferença para a classificação à próxima fase da competição. Tanto, que o sétimo gol, o terceiro de P. Coutinho de tão bom desempenho, deu-se já a um passo do apito final do árbitro.
E, quando falo das opções feitas por Dunga, refiro-me não apenas à entrada de Gabigol no lugar de Jonas (foi entrar e marcar) como, sobretudo, o rompimento do esquemático sistema com dois volantes-volantes, a partir da entrada de Lucas Lima no lugar de Casemiro.
Com essa modificação (a presença, em seguida, de Wallace não invalida a tese, desde que se trata de um volante que sabe jogar), o Brasil passou a jogar o tempo todo trocando bola conscientemente no campo adversário, criando chances de gol e aumentando progressivamente a goleada que já se desenhara no primeiro tempo.
E aqui vale uma observação: como isso foi possível, numa formação que mal treinou junta?
Simples, se o amigo escala um time com jogadores de habilidade e inteligência, os carinhas se arrumam em campo, pois sabem, antes de mais nada, tratar a bola dignamente. E, no que a bichinha rola daqui pra lá com ciência, mais a turma se anima, incrementando o acerto e diminuindo o erro. Daí, nasce a harmonia, como numa sessão de choro ou jazz, em que cada músico colhe a última nota do parceiro e cria seu próprio solo entregando ao sucessor uma nota ainda mais sugestiva.
O futebol, meu amigo, em toda a sua complexidade, é tão simples…
Pelo amor de Deus! O adversário do Brasil não tinha… Mesmo assim ainda levou gol de “ninguém”…7 x 1 para o Brasil! Vergonha…
Não vi o jogo ,mas vi os gols e sinceramente ,o adversario muito ingenuo e inocente ,aprendendo a jogar futebol,mesmo assm tomamos um gol deles ,olha o futebol brasileiro regrediu muito e a luz do final do tunel não a vejo com Anão e cia.
Se para você e seus vizinhos faltou Luz, peço a Deus que te ilumine, porque o Brasil como seleção não tem luz nenhuma.
Esse placar contra os haitianos tem muito mais significado pelo gol do Haiti do que pelos 7 que fizemos, ou melhor, fomos presenteados. Tomar um gol do Haiti cujos jogadores parecem um bando de marinheiros bêbados é demais. Eu confesso que me concentrei na seleção brasileira, mesmo porque do outro lado inexistia um time de futebol. Muitos vão dizer que persigo Casemiro, Elias e Willian. Mas, observei eles com cuidado. Elias o jogo todo tocando a bola de lado, sem criar, tentar uma jogada de risco num joguinho covarde mesmo sem ter uma mosca a incomodá-lo. Casemiro dando chutão e lançamentos errados além de se enrolar em jogadas fáceis. Willian ciscando pela direita com seu joguinho ultra manjado sem um único marcador a vigiá-lo. Portanto, continuo dizendo que com esse trio ai não vamos longe na Copa América. O bom desse final é que vamos nos livrr de Dunga.
Peixe ,o Elias é outro Paulinho ,um enganador ,só deu certo ou sorte jogando no Corinthians ,porque sua defesa era forte e regular ,tomava poucos gols e com isto saia para o ataque
Perfeito
Velho chavão. Treino é treino e jogo é jogo. Vamos ver contra o Perú.
Outra seleção fraca