Verdão e Grêmio, isso, sim!

Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press

Isso, sim, é um clássico digno das tradições de Palmeiras e Grêmio. Jogo emocionante, com a bola sendo tratada respeitosamente, e cheio de alternâncias surpreendentes no domínio do jogo jogado e no placar.

E tudo começou já rompendo com o lugar-comum, logo ao primeiro minuto de bola rolando: devolução de Fernando Prass que Dudu domina e lança para o menino Jesus abrir a contagem.

O Grêmio, porém, não se abateu. Ao contrário, trocando bola com ciência, apertou o Verdão até chegar ao empate já nos acréscimos do primeiro tempo, com um gol de Giuliano em que Bressan estava impedido depois do cabeceio de Geromel no travessão verde.

E, logo no começo da etapa final, o mesmo Giuliano aproveitaria cruzamento de Edílson para virar. Virada que nem deu tempo de celebrar, pois que na primeira investida do Palmeiras Guedes, que havia entrado no lugar de Alecsandro no intervalo, em lance inusitado, dá uma puxeta fatal fora do alcance de Grossi: 2 a 2.

A galera verde subiu pelas paredes do Pacaembu, o Palmeiras partiu pra cima do adversário e por pouco não revira o placar em duas jogadas agudas de Gabriel Jesus e Guedes. Mas, Vítor Hugo, de cabeça, não desperdiçou a chance, aos 38, em cobrança de corner: 3 a 2.

Pouco, já que o Verdão queria mais e fazia por merecer. E fez, novamente de cabeça, com outro beque – Tiago Santos, naquele instante já transformado em volante, com a entrada de seu xará Martins no lugar de Moisés.

O Grêmio, porém, não podia deixar barato, e lá vai Edílson infiltrando-se pelo meio e disparando um petardo rasteiro para encerrar o placar em 4 a 3.

Ah, se todos fossem iguais a vocês, como suspirava o velho samba-canção.

4 comentários

  1. Você esqueceu de falar da péssima arbitragem. Pelo jeito você só viu os melhores momentos e não viu o jogo inteiro. Eu fiquei revoltado com o juizinho sem vergonha quando o Maicon pisou na perna do Tchê Tchê e o vagabundo do apito deu falta para o Grêmio. Depois o bandeira cego não viu o impedimento claro no gol do Grêmio e para piorar a coisa, no segundo tempo o canalha do juiz deixou a bola rolar com o Moisés caído com câibras. E ficou provado que o Moisés não estava ganhando tempo porque ele foi substituído e tem um detalhe, choveu muito no Pacaembu e o gramado estava pesado. O jogo foi muito disputado e corrido, portanto, qualquer jogador poderia sentir câibras, aconteceu com o Moisés que voltou de contusão a pouco tempo.
    Eu gostaria muito que o Palmeiras tivesse um presidente no estilo de Eurico Miranda ou Andres Sanchez, mas, infelizmente o playboy mimado Paulo Nobre é uma “moça”. Foi o segundo assalto a mão desarmada contra o Palmeiras no brasileirão, no jogo da Ponte Preta o gaucho Leandro Vuaden anulou um gol legítimo do Gabriel Jesus. Eu desconfio que a CBF quer dar uma forçinha para os times gauchos.

  2. Sem dúvida esta partida me lembra os velhos tempos do Campeonato Brasileiro com esse dois times sempre correndo nas primeiras colocações da tabela e enchendo os estádios com espetáculos de primeira categoria. Naqueles tempos (Luis Pereira, Dudu e Ademir da Guia) os astros eram também de um quilate que não consigo ver hoje, nem no Palmeiras e nem no Grêmio.

    O Palmeiras iniciou a temporada linguarudo, batendo no peito e fazendo pontos, porém já deu duas tropeçadas monumentais e a terceira contra o Grêmio rondou no ar, com a torcida palmeirense agradecendo aos ingleses que inventaram o futebol com apenas 90 minutos… Se o tivessem inventado com 100 minutos a vaca acabaria no brejo, porque a defesa do Palmeiras no final parecia um queijo suíço. Assisti o jogo pela internet e poucas vezes rezei tanto para um jogo acabar como desta vez.

  3. Brasil x Equador; Se tivesse dinheiro apostaria no Equador. É simples, basta olhar o meio de campo da seleção e ver que perdemos o jogo antecipadamente:
    Elias, Casemiro e Willian. PIADA

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