Fórmula para um Timão vencedor

Foto Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O saudoso Thomaz Mazzoni, pioneiro historiador do futebol brasileiro, costumava chamar os técnicos de alquimistas, por suas fórmulas mágicas na distribuição dos jogadores em campo. Já o não menos saudoso Mário Moraes, melhor comentarista de rádio de todos os tempos, preferia chamá-los de químicos, pelas mesmas razões.

Hoje em dia, as fórmulas mágicas viajam em tapetes voadores a jato na imaginação de nossos treinadores e nas bocas dos comentaristas. É um verdadeiro compêndio, que mais parece uma lista telefônica, como bem disse outro dia o técnico Dorival Júnior, do Santos, segundo o qual, esse negócio de 4-1-4-1, 4-2-3-1 etc. soa como números de telefone. O que conta mesmo é o treinador saber harmonizar em campo os jogadores mais bem dotados de técnica e habilidade.

Digo essas coisas a propósito da providencial e categórica vitória do Corinthians, nesta manhã de feriado, sobre a Ponte Preta por 3 a 0, com direito a golaço de Guilherme.

Depois do jogo, o técnico Tite, tido por muitas razões o mais bem preparado dentre os brasileiros de seu ofício no momento, ao explicar a mudança de esquema de jogo que resultou naquele excelente primeiro tempo na derrota para o Vitória outro dia e repetido na vitória sobre a Ponte, confessou que não acreditava ser possível harmonizar o trio de meias – Giovanni Augusto, Guilherme e Marquinhos Gabriel – na mesma equipe.

Por isso, retardou essa formação, que é obviamente a mais indicada, pelo atual elenco do Corinthians, para fazer a bola rolar com fluência do meio de campo à frente.

Nem sempre dará certo, claro, pois futebol, como a vida, não se guia por fórmulas matemáticas ou alquímicas. Há sempre, no meio do caminho uma pedra, ou o imponderável, se o amigo preferir. Afinal, trata-se de humanos, essa raça tão imprevisível.

De qualquer maneira, ainda esta é a mais lúcida de todas as fórmulas – aquela que prioriza o craque antes demais nada. E, em cima dele, você arma o esquema mais adequado para dele extrair o máximo. O resto tudo fica por conta do acaso, meu.

 

 

 

2 comentários

  1. A. Helena, você está completamente certo, porem quanto ao Tite sinto jogar um pouco de água no seu choops. Tenho só uma pontinha de dúvidas quando vejo treinadores que sempre jogaram na retranca, não mais que de repente se tornarem Hinnus Mitchel. Treinadores de futebol de resultados como o Tite na minha opinião, só fazem essas mudanças bruscas quando a pressão está começando a ficar grande. Pode prestar atenção, é sempre assim. Quando a água voltar a correr normal no leito do rio, pode ter certeza que seu estilo tradicional voltará a dar as cartas. Infelizmente isso é passageiro isso é uma marca registrada, um paradigma dessa turma, não tem jeito. Se você lembrar de um único treinador cuja retranca ele aboliu do seu repertório eu gostaria sinceramente de saber. .

  2. Meus papéis.Me incomoda trabalhar no mesmo lugar que você ?…Fala,corintianos; Galo campeão da Flórida Cup np inesquecível 1×0, campeão da flórida cup 2016,com show nos eua, tá no youtube !

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