A parada de Muricy

Foto: Divulgação/Flamengo
Foto: Divulgação/Flamengo

Admiro Muricy desde os tempos em que ele era um menino excepcional de dez, doze anos, naquele time dente-de-leite do São Paulo cujo ataque era formado por Valtinho, Colonezzi, Muricy e Victor Hugo, que metia 10 a 0 jogo sim, jogo não, com cinco gols do nosso personagem, nos campeonatos organizados pelos queridos Roberto Petri, Eli Coimbra e Sérgio Baklanos, na extinta TV Tupi, aos sábados de manhã.

Quando, depois de um hiato, estreou nos titulares do São Paulo, em meados dos anos 70, chegou a jogar tanto que estava na bica de disputar com Zico a posição de meia-ofensivo da Seleção Brasileira a titularidade da Seleção na Copa de 78 – segundo me confidenciou à época o técnico Cláudio Coutinho -, quando sofreu grave lesão, da qual nunca se recuperou plenamente.

Na volta ao Tricolor, depois de feliz período no México, como jogador e técnico, Muricy passou a ser auxiliar de Telê, assumindo o chamado Expressinho, campeão da Mercosul. Na saída, por razões de saúde, de Telê, Muricy assumiu o time titular, e, na época, escrevi que se tratava de a maior vocação para treinador de futebol nos últimos trinta anos.

O São Paulo não teve paciência, e Muricy partiu pra acumular títulos em todos os cantos do Brasil, desde o Náutico ao São Caetano, até bater o recorde do tri brasileiro no seu retorno ao Tricolor. E a Libertadores, pelo Santos.

Pra encurtar o papo, Muricy, depois de problemas clínicos, voltou à ativa no Flamengo, onde a coisa não rolou ao seu feitio, já que o coração voltou a bater, ora apressado demais, ora lento em excesso.

Aconselhado pelos médicos e a pedido da família, Mura pediu o boné.

Quem sou pra discordar? Cada um sabe como bate o seu próprio coração. Só sei que Muricy será muito bem recebido no seu retiro do Grão-Ducado de Ibiúna, aqui ao lado de minha caverna, com muita birra e muito amor.

NA LINHA DO GOL

O primeiro tempo entre Inter e Sport foi um horror, uma sucessão de passes errados e nenhuma emoção. No segundo, houve ligeira melhora, mas nada que valesse a pena, a não ser o gol contra de Renê que deu a vitória final ao Colorado, ao cabo da rodada, líder em pontos ganhos, ao lado do Santinha, embora perca para o pernambucano por saldo de gols. E isso é bem significativo, pois o Inter de Argel é aquela história: iniciou com três volantões e só foi melhorar quando trocou um deles por um meia, Ferrarés. Pouco, muito pouco, embora esta seja a nossa triste história.

 

 

 

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