
Vivemos mesmo tempos ásperos, pois os dois sobreviventes brasileiros na Libertadores transformaram o que seria um jogo nobre num estádio lotado em qualquer coisa mais semelhante ao MMA que ao futebol, transformado por nossos antepassados em arte.
O primeiro tempo todo de São Paulo e Atlético Mineiro foi uma sucessão irritante de faltas (algumas, graves) e chutões pra cá e pra lá.
Basta dizer que se o juiz distribuiu seis cartões amarelos ao longo desse período, o Tricolor só chegou uma única vez com certo perigo à meta adversária, naquele cruzamento da direita de Kelvin para o cabeceio de Ganso rente à trave. E o Galo apenas disparou um tiro de longe, com Urso, que Denis aparou sem dificuldade.
Pudera! O Galo entrou em campo com três volantes e dois laterais-direitos, e o São Paulo, em casa, com outros três volantes. Quer dizer, o setor de criação dos dois times estava mergulhado nas trevas dos desarmes a qualquer custo.
E dá-lhe porrada. E dá-lhe chutão. E dá-lhe passe errado…
E, pra baixar ainda mais o nível, Robinho se lesiona e é substituído por Hyuri antes do apito final da primeira etapa.
Segundo tempo adentro, nada mudou, a não ser as alterações feitas pelos técnicos dos dois times no decorrer da partida, todas tentando conferir um pouco de agressividade aos respectivos ataques.
O fato é que, se as faltas se sucediam sem parar, uma delas acabaria sendo fatal. E foi: lá pelos 33 minutos, Wesley cobra da esquerda para Michel Bastos desviar de cabeça às redes de Victor: 1 a 0.
E aqui entra a mão do destino e suas ironias.
Michel Bastos até outro dia era execrado pela torcida tricolor. Chegou até a cogitar sair do Morumbi, mas ficou, para, em seguida, passar a jogar melhor a cada dia.
Entretanto, às vésperas do jogo, machucado, era carta fora do baralho. Melhorou no dia da partida, o suficiente para começar no banco, e só entrou já etapa final avançada, a pedidos da própria torcida. Entrou pra ser o herói do jogo, ao marcar o gol que pode dar ao São Paulo a passagem de ida para as semifinais da Libertadores, algo considerado improvável um mês atrás, se tanto.
Coisas do futebol.
O Atletico mostrou as esporas ,foi muito violento e o arbitro passivo com a violencia .O zagueiro do Atletico deveria ser espulso e não foi numa entrada criminosa .Jogadores confundem catimba com violencia.O atacante argentino Calleri tem sido vitima dos pontapes dos adversarios ,porque é um jogador voluntarioso e disputa a bola sem tregua.
Helena ,peço qe olhe comentario anterior NADA É O NOME DO JOGO
Jornais: “China volta a assombrar Corinthians e pode levar Elias” A que ponto chegamos com o nosso futebol. Tempos atrás Elias teria sérios problemas para jogar num time grande. Hoje é disputado como grande craque. Quem viu Zico, Rivelino, Romário, Falcão, Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo fica pensando: Será que estou sonhando?