
No mínimo, é estranho esse troca-troca entre Palmeiras e Cruzeiro – Robinho e Lucas por Fabiano e Fabrício.
Lucas foi sério candidato a melhor lateral-direito do Brasil na temporada passada e Robinho chegou a ser elevado à categoria de ídolo pela torcida verde, justamente por sua versatilidade, pois tanto podia atuar de segundo volante, como dizem por aí, meia-armador e meia-ofensivo.
Fez aqueles dois gols antológicos em Rogério Ceni, mito tricolor, e tal e cousa e lousa e maripousa.
É fato que ambos caíram muito de rendimento nesta temporada. Mas, pergunto: será que Fabiano e Fabrício, ambos na reserva do Cruzeiro, acrescentam algo mais àquela legião de contratados pelo Palmeiras desde a chegada ao Parque do diretor de futebol remunerado Alexandre Matos, ex-Cruzeiro?
Imagino que, com a cristalização de Jean na lateral-direita e a volta de Cleiton Xavier, os espaços de Lucas e de Robinho tenham se reduzido drasticamente. E que ambos, insatisfeitos, passaram a ser considerados mais um problema do que uma solução para o técnico Cuca. Isso acontece, na vida como no futebol.
Mas, será que os dois não seriam valiosa moeda de troca por jogadores de nível superior e posições mais necessárias ao Palmeiras do que Fabiano e Fabrício?
Ambos são laterais, embora diga-se que Fabrício vem para ser meia-esquerda. Não como um autêntico armador, capaz de se revezar com Xavier nessa ilustre e fundamental função em qualquer time de futebol, e, sim como mais um marcador e jogador de arranque pela esquerda. Mas, para cumprir tal finalidade já lá está Zé Roberto…
Robinho, mal ou bem, ao menos quebrava um galho na armação, que agora fica resumida apenas a Cleiton Xavier, já que Regis não é aproveitado, a não ser esporadicamente.
Sei, não, meu.
NA LINHA DO GOL
O Bayern chegou a ter, num certo momento do segundo tempo, 100 por cento de posse de bola diante do Atlético de Madri no Santiago Bernabéu, pelo jogo de ida das semifinais da Liga dos Campeões. E terminou a partida com mais de 70 por cento em média, perdeendo por 1 a 0, golaço de Saul, numa jogada individual em que o meia canhoto colchonero driblou quatro e meteu de fianco no cantinho direito de Neuer. Isso, no comecinho do jogo. Foi o que bastou para o Atlético, que começara em cima dos alemães, recuar inteirinho pra perto de sua área e ficar ali resistindo ao assédio do inimigo até o fim. Pra quem idolatra o rei resultado, mais uma façanha histórica do técnico Simeone. Pra quem gosta de futebol, uma lástima.
Vicente Calderon por supuesto….
Meu Deus! Essa chatice do Alteti Madrid de novo na final?!?!?!?!
No Brasil o futebol desapareceu.
E agora, futebol nem na TV?