Surpresa foi o vexame, não a derrota

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Quando saiu a tabela desta fase do Paulistinha, escrevi aqui que única surpresa viável era o São Paulo passar pelo Audax em Osasco. Não só pela qualidade do time de Fernando Diniz, ex-jogador de habilidade e um dos raríssimos técnicos brasileiros que buscam resgatar um futebol solidário, ofensivo e ciente. Mas, sobretudo, pela falta de regularidade e ciência do Tricolor, time mal concebido, de elenco pobre para a dimensão do clube, sujeito sempre a chuvas e trovoadas e extremamente dependente de um Ganso especialmente inspirado.

Mas, confesso, não esperava por um resultado tão vexaminoso: 4 a 1, que, de fato, poderia ter sido por cinco ou seis, consideradas as chances criadas pelo Audax e as defesas de Denis.

No jogo da bola rolada, foi meio a meio, com a diferença básica de que o Audax foi mais preciso na hora das finalizações, e o São Paulo, de fato, pouco criou. E, quando o fez, vez por outra, não soube ser devidamente incisivo.

Basta dizer que o único gol tricolor foi, de fato, um presente do adversário – na saída de bola da defesa, em bola passada, como é de hábito nesse time do Audax, Bruno falhou, Michel Bastos recuperou e serviu para Calleri concluir com êxito.

Antes, apenas uma tentativa por cobertura de Ganso que o goleiro Cidão conjurou.

Já o Audax abriu a contagem, em falha de Lugano na saída de bola, com Ytalo, que desempatou num golaço, de prima, recebendo passe longo de Hiuri.

Já no início do segundo tempo, Mike ampliou para o Audax, na sequência de cobrança de falta por Juninho e rebote do poste. O mesmo Juninho que, em jogada invertida – chute de Mike rebatido por Denis – definiria o placar.

Ah, sim, antes do apito final, o vexame já estava selado com as entradas de Kardec e Centurión e com aq1uela bola de Bruno Paulo no poste de Denis.

O que vai acontecer com o São Paulo, depois disso, na Libertadores, não sei. Suponho que a vergonha desperte as forças adormecidas do time, ou que sepulte de vez qualquer capacidade de reação. Deduzo, porém, que não bastará para iluminar a cabeça de seu treinador, que não é bom, nem mau, apenas é mais um.

NA LINHA DO GOL

Era pra ter sido 8 a 2 para a Barça. Foi 2 a 1 para o Valência. Por certo, haverá uma enxurrada de análises sociológicas, psicológicas, fisiológicas, pra explicar a queda de rendimento do Barça nos últimos jogos, o que provocou sua exclusão da fase decisiva da Liga dos Campeões e a divisão da liderança do Espanhol, onde flutuava acima de todos durante toda a temporada, com o Atlético de Madri. Mas, quem viu o jogo deste domingo sabe que o resultado normal seria de uns 8 a 2 para os catalães. Como de hábito, o Barça teve pleno domínio da bola e dos espaços, pressionou o adversário de cabo a rabo, criou cerca de uma dúzia de chances, sem exagero, entre cinco defesas providenciais do brasileiro Diego Alves, e aquelas bolas desperdiçadas pra fora ou em cima dos zagueiros na hora fatal. Aqui, meu amigo, não há explicações lógicas, a não ser o fato de que o Barça, impedido de contratar jogadores por um ano (limitou-se a Arda Thuran e Alexi Vidal) não tem à disposição jogadores à altura dos titulares que lhe permitam fazer o rodízio indispensável em tantas disputas de alto nível de que participa. Como, por exemplo, o tem o Bayern, seu êmulo.

7 comentários

  1. Continuo em êxtase com a vitória do meu galo sobre o Corinthians na Flórida Cup.Este 1×0 mostrou quem é o melhor time brasileiro

      1. Meus caros, o galo venceu o brasileirão de 71 e destruiu a tese corintiana sobre os vasos da concentração.Queria aproveitar e exaltar novamente a vitória na Flórida Cup,1×0

  2. Helena concordo com você tem se tornando óbvios e frustrantes os vexames do Tricolor que envergonha o seu torcedor foi um chocolate nesta fase da competição, causado por um time bom mas pequeno isso nos mostra o quanto o sampa padece de bons jogadores: Thiago mendes esse cara é péssimo dos péssimos venho observando seu estilo de jogo desde que chegou ao clube comparando com o incomparável Elias que em tese é mais recuado que o dito que não é volante é um meia avançado que não avança da tristeza,, que inveja eu tenho da galinhada que tem bons meio campistas que chegam ao ataque ajudando os meias e atacantes, esse Thiago mendes é neutro dentro de campo marca muito mau é um pica couve só toca a redonda próximo e de lado, erra muitos passes, lento na retomada de marcação e contra-ataques quando tem a bola nos pés, preguiçoso, mole e facilita muito a derrota do time, ficou bem claro e evidente a grandíssima falta que João schimidt fez ao spfc hoje e quanto esteve na reserva, pois este sim joga muito bem vem dando equilíbrio ao meio campo fazendo de forma brilhante um contrabalanço entre defesa, meio e ataque encostando nos zagueiros laterais, meias Ganço Hudson e Michel bastos, também próximo ao ataque como elemento surpresa junto ao Calléri consegue jogar cobrindo os dois lados do campo jogador moderno e versátil obs: jogo para o excelente e diferente “atacante Rogério”, sintoma de gool pró tricolor fez falta abraço “Chicão” e obrigado pelo espaço.

  3. Sou contra esta foto de torcedor mostrando dinheiro em protestos com clubes.Torcedor tem que ir aos jogos de seu time assistir e independente do resultado ir pra casa Futebol é entretenimento como um filme no cinema.Se voce assiste um filme que não gosta não sai do cinema espancando o pipoqueiro ou quebra o cinema .O São Paulo perdeu e de goleada porque insiste no ganso ,e não mantem um elenco por mais tempo sem vender.jogadores e tambem passa por momentos de crise interna entre seus diretores.

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