
Ontem, no Gazeta Esportiva no Ar, quando a bela e competente Anita pediu meu palpite sobre El Classico – Barça e Real -, respondi, com o coração apertado, que um pressentimento me dizia ser a tarde do Real. Puro pressentimento, talvez inspirado no velho clichê que, em clássicos como esse, as chances do que está por baixo ganhar do que está por cima aumentam muito.
E, não deu outra: o Real, depois de ter sido dominado pelo Barça ao longo de todo o primeiro tempo e de ter levado aquele gol de cabeça de Piqué, no segundo, quando parecia que iria matar o adversário, imprimiu a virada, com gols de Benzema (um chicote) e de Cristiano Ronaldo, que matou no peito cruzamento de Bale não alcançado de cabeça por Dani Alves, e bateu certeiro.
Em ambos os lances, Marcelo foi o ponto de partida, assim como no gol de Bale anulado erradamente pelo juiz, com seus prodigiosos avanços pela esquerda e a guinada pelo meio quando nas proximidades da área.
Aliás, por falar em brasileiros, que partidaça de Casemiro, meu! Ali, como dono do meio de campo defensivo, Casemiro barrou as ações de simplesmente Messi e Iniesta, com ciência e exatidão, sem dar porrada, nada disso. E ainda fez dois ou três lançamentos de craque para seus atacantes.
E assim o Barça, certamente o maior time planetário da história, aquele que a cada ano mais reúne adeptos por todo o mundo por seu futebol encantador e eficiente, perdeu a primazia de atingir a marca absurda de quarenta jogos invictos.
Em contrapartida, o resultado, sem dúvida, reafirma a posição de Zidane como técnico dos merengues, uma eterna gangorra.
Aí, pergunto ao amigo: por que, no mesmo programa, ao ser perguntado sobre quem ganharia O Clássico, o Derby, deste domingo, entre Palmeiras e Corinthians, escolhi o Timão. Puro palpite, um contraponto da questão anterior.
Embora o Palmeiras venha embalado pela vitória categórica do meio de semana, ainda não se estabilizou, ao contrário do Corinthians.
Mas, é só um palpite, um pouco mais do que nada.
NA LINHA DO GOL
Pato, finalmente, estreou no Chelsea contra o Aston na casa do inimigo, depois de meses sem jogar uma partida de fato. E que estreia, meu! Entrou no lugar de Remy, machucado, aos 22 minutos do primeiro tempo. E aos 47 sofreu pênalti que ele mesmo transformou no segundo gol de seu time. Na etapa final, como se estivesse jogando normalmente este tempo todo, deu arrancadas, toque de calcanhar, e esteve no centro dos outros dois gols de sua equipe. Num deles, em vertiginosa tabela com Oscar que rolou para Pedro marcar. Em outro, disparou uma daquelas bombas, cortando para o meio, que o goleiro rebateu nos pés de Pedro, novamente empurrar para as redes. E, já estavam enterrando o rapaz em sete palmos de profundidade.
Assim como enterraram Robinho, antes mesmo de ele vestir a camisa carijó. Pô, se não conseguiu jogar na China, vai jogar aqui, o país pentacampeão? Pois, Robinho chegou e esmerilhou. Neste sábado mesmo fez três na goleada do Galo por 7 a 2 sobre o Vila Nova, pelo campeonato mineiro, além de movimentar-se com ímpeto e habilidade pelo ataque o tempo todo. Quer saber? Vão enterrar a vovozinha!
Por falar em enterro, em que buraco as últimas diretorias meteram o São Paulo! No mínimo, fétido. Sim, porque agora o Ministério Público deixou vazar que aquela polêmica contratação do jovem zagueiro Maidana está tisnado pelo dinheiro sujo do PCC, a facção criminosa que resolveu entrar no futebol, fértil campo para lavagem de dinheiro ilegal. Até agora, no fundo, quem está pagando a conta é o jogador, um excelente zagueiro, melhor do que aqueles que estão aí à disposição de El Patón, e que, por causa desse imbroglio não tem a mínima chance no time titular.
Aí eu te pergunto: PQ o Dunga ainda escala Fernandinho e Luiz Gustavo ????