
É isso mesmo: somando-se os resultados dos jogos do Palmeiras e do Santos nesta noite de quinta, o que dá? O cabalístico 7 a 1, que marcou definitivamente a decadência do nosso futebol.
Mas, brincadeiras à parte, os 3 a 0 sobre o Rio Claro valeram mais para o Palmeiras do que os 4 a 1 diante da Ferroviária para o Santos, embora o time de Araraquara tenha mostrado um jogo muito superior ao dos azuis nesta temporada.
É que o Santos vai bem, obrigado, no torneio e ao longo dos últimos tempos, enquanto o Verdão vinha pela vida de fracasso em fracasso, até esta noite quando conseguiu acertar o pé e o passe no Pacaembu.
E isso é que pesa mais na vitória construída com dois gols de cabeça – um de Alec e outro de Rafa Marques -, entremeados por uma pintura traçada pelo menino Jesus, que interceptou a bola no meio de campo, fintou dois e guardou no cantinho: ter alcançado o resultado jogando bola. Nada do outro mundo, mas o que de melhor poderia fazer nas atuais circunstâncias, em que as pernas e a cabeça dos jogadores estão inchadas perto da implosão.
Já o Peixe ficou ao longo do primeiro tempo ali boiando em águas mornas diante da Ferroviária, que se aproveitou e abriu a contagem com Tiago Marques, de cabeça.
Era como se estivesse à espera da entrada do craque, aquele que dá o tom maior à equipe – Lucas Lima.
Pois, foi só ele entrar em campo no segundo tempo que o Santos se transfigurou. Botou a bola no chão, acelerou a troca de passes, envolveu o adversário e passou a criar uma chance atrás da outra, até que Zeca, em jogada individual, empatasse, aos 18 minutos. A partir daí, a goleada era inevitável. E ela veio naturalmente com dois de Paulinho e um de Gabigol, de pênalti.
Assim, o Peixe voltou à liderança de seu grupo, garantindo sua passagem para a fase seguinte do Paulistinha, e o Palmeiras desfez-se dos trapos da rabeira para saltar à vice-liderança de sua turma, ainda com jeans de liquidação.
Noite feliz, embora com meses de atraso.