
O Brasil pega amanhã o Paraguai, que já deu canseira em muita gente boa nestas Eliminatórias, como o líder Equador, ainda na última rodada. E vai a Assunção sem Neymar, mais uma vez suspenso na competição.
É verdade que Neymar não foi no empate com o Uruguai aquele esplendor do Barça, assim como Messi não costuma ser também na Seleção Argentina. Mas, deu aquele passe açucarado para um dos gols brasileiros e buscou um jeito de substituir o centroavante típico, mexendo-se o tempo todo, acertando aqui, errando ali, faz parte de um time desentrosado e num formato diferente do habitual.
E aqui está o nó: falta de entendimento entre os jogadores da Seleção. Não só do Brasil, mas de praticamente todas as demais. Ou, pelo menos, aquelas que não têm um time base herdado de um grande clube.
Pegue como exemplo os últimos dois campeões do mundo – Espanha e Alemanha. Ambas estavam montadas em cima de dois extraordinários esquadrões: o Barça e o Bayern. Com algum recheio de qualidade de um Real, um Dortmund etc.
Isso porque esses times tinham à época, em sua maioria, jogadores de sua própria nacionalidade, o que bastava transportá-los para a Seleção que o entrosamento ia junto na bagagem. Bastou que Barça e Bayern perdessem aos poucos essa característica, com a contratação de vários estrangeiros, e as suas Seleções sofreram o baque. Se duvidar, reveja o desempenho de Espanha e Alemanha neste fim de semana.
Assim foi também com as Seleções que encantaram o mundo do pós-guerra: a Hungria tendo o Honved como base; a Holanda do combinado Ajax-Feyenord e o Brasil de 70, composto basicamente por três timaço (Santos, Botafogo e Cruzeiro). Vale aqui lembrar que nas Eliminatórias da Copa de 70, sob o comando de Saldanha, nosso time titular contava com seis jogadores do Santos, a saber, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu. Isso, porque Clodoaldo havia se machucado seriamente num amistoso.
O Brasil de hoje, por sua vez, é um catadão, uma colcha de retalhos tecida com jogadores esparsos pelo mundo, numa diáspora que parece só se incrementará em vez de reduzir, dada à miopia geral de nossos cartolas e técnicos que nos mantém anos atrasados em relação aos grandes centros futebolísticos do planeta.
Em três, quatro dias de treinamento é praticamente impossível harmonizar essa turma num conjunto sólido e criativo.
Na velocidade em que se joga futebol hoje, é fundamental que o homem da bola saiba onde o companheiro pretende ir para receber a bichinha – joga-se mais por osmose do que por talento. E o melhor exemplo disso é justamente esse trio mágico do Barça – Neymar, Messi e Luisito Suárez -, que troca passes como se os três estivessem passeando no parque, jogando pipoca um no outro.
E olhe que nem estou falando na mudança de estilo de jogo a que o técnico brasileiro se vê obrigado a fazer, quando perde um ou dois jogadores, por lesão ou suspensão. É o caso, agora, da substituição de Neymar por Ricardo Oliveira, sua antítese, um centroavante genuíno, daqueles de ficar na área esperando a hora do bote certo.
Uma pena essa mudança – não, necessariamente a entrada de Ricardo Oliveira, que pode até vir a ser a salvação da lavoura amanhã. Uma pena porque, pela primeira vez nos últimos tempos de Dunga o trio atacante formado por Willian, Neymar e Douglas Costa conferiu, no primeiro tempo, à Seleção um jogo lépido e eficiente no ataque que até então vivia sob o signo do bate e volta.
Por outro lado, vem em boa hora a substituição de David Luís por Gil. Embora fã do futebol do cabeludo, técnico, agressivo e tal e cousa e lousa, o rapaz não vem jogando bem. E Gil é aquele beque sóbrio e seguro que o momento exige.
De resto, é esperar pra ver.
pera la, como assim um catadao? o time do Brasil tem jogado com a mesma base faz tempo. dani alves ou danilo, miranda, filipe luiz, luiz gustavo, willian, neymar. essa eh a base. esses jogadores foram quase sempre convocados. nao concordo tambem dizer que o tempo eh curto. claro que eh curto, mais isso vale pra todas as selecoes e nao so pro Brasil. o que nao da eh pra ficar insistindo com jogadores como David Luiz, o Brasil tem que ser mais corajoso e parar de inventar desculpas. o Neymar no jogo contra o Uruguay jogou como quase que um meia, o que nao eh a dele ( nao que nao possa exercer, mas nao eh o mais produtivo pra ele) ele tem que estar na esquerda, cortando pro meio, tendo liberdade, mas tambem recebendo bolas. ter jogado com fernandinho e luiz gustavo eh covardia. nao da pra entender pra que ter um segundo volante marcador quando quem vinha pegar a bola na defesa era o Renato augusto. horas, se for pra pegar a bola na defesa porque nao coloca-lo como segundo volante? mesmo com um segundo volante a mais o Brasil tem um espaco absurdo pro Uruguay no segundo tempo. nao precisar demorar tanto pra mudar vendo-se que o meio e a defesa estavam desguarnecidos. a compactacao do Brasil ainda eh muito lenta. e o contra ataque tambem. selecao Brasileira tem que ter mais garra, mais vontade. meu time ideal seria: diego alves – fagner – thiago silva – miranda e filipe luiz, allan (napoli), willian, renato augusto, rafinha e neymar, jonas.
Raquel, serrana bela.
Terei de cumprir sete anos bíblicos de provações por não ter sido suficientemente explícito no meu texto, embora esteja lá com todas as letras que esse problema de desentrosamento pela ausência de um time base atinge não só a Seleção Brasileira.
Sim, vários (ou a maioria) dos nossos jogadores têm sido convocados repetidamente, mas isso não assegura o entendimento necessário para um jogo de alto nível. Mesmo porque não é sempre o mesmo time que entra em campo.
De resto, o que você diz é o que venho repetindo à exaustão neste modesto espaço.
Queira-me bem.
Abraços
O problema é que mesmo um pouco desentrosados, e escalação é errada. Temos que admitir que nosso técnico é muito fraco, não tem visão de jogo. O meio de campo é uma múmia engessada com Fernandinho e Luiz Gustavo, Coloquem Oscar e Lucas Lima nos seus lugares e depois conversamos. Falta qualidade, que vem com mobilidade, velocidade e precisão nos passes. O time certamente iria ser outro bem melhor.
Por favor Aberto, que a nossa Seleção não está bem todos sabemos mas a detentora dos direitos de transmissão também não vai bem, ter que assistir aos jogos do meu querido São Paulo e ou da Seleção com o tal do casa grande como comentarista não está fácil o cara acha que sabe tudo, cobra raça e tal mais não passou de um jogador mediano não ganhou nada na estréia do Calleri estava falando mal do cara e o cara fez gol meteu o pai no Brasil menosprezou a melhora da Seleção dizendo que era o Paraguai que deixava, para meu o sujeito é filho da %#£€§¶ vai se reciclar também se fosse tão bom não precisaria nunca usar droga para fugir da realidade que raiva queria falar isso é para ele mais não tem jeito né, fica meu desabafou os desculpe me pela grosseria e Avante BRASIL rumo a uma grande olimpíada e talvez uma belíssima copa, claro com nosso futebol melhor organizado também