Festa que virou frustração

Foto: AFP
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O que se desenhava uma festa em Recife acabou em frustração. Pois, o nosso time, pela primeira vez na era Dunga parte II (ou será III?) foi bem escalada, com os três atacantes velozes, hábeis, incisivos e que estão esmerilhando nos principais centros futebolísticos do mundo  – Willian, Neymar e Douglas Costa. E com Renato Augusto na organização do meio de campo.

Resultado: bola rolando, Willian escapa pela direita e cruza para Douglas Costa, como autêntico centroavante, desviar para as redes.

A partir daí, o Brasil, como se esperava, teve pleno domínio dos espaços e da bola, até Renato Augusto ampliar para 2 a 0, em ciente enfiada de Neymar para o meia fintar de corpo o goleiro e guardar, aos 26 minutos.

Nessas alturas Neymar e Douglas Costa tiveram o gol à sua disposição, o que, por certo, teria transformado a Celeste num inferno. Mas, ambos perderam as chances.

Quem não a perdeu foi Cavani, num dos raros ataques uruguaios – bola cruzada da esquerda, aparada de cabeça por Sanchez para Cavani soltar bomba certeira. Isso, aos 36 minutos.

Foi o bastante para o Brasil recuar, e, logo no início do segundo tempo submeter-se a um breve sufoco que resultou no gol de empate de Suárez, sempre lépido e oportunista diante de um vacilante David Luís.

Bem que o Brasil tentou recuperar-se do baque, em vão, embora o juiz não marcasse pênalti claro de Cavani em David Luís, numa cobrança de corner. Tentou, mas não com o ímpeto necessário, o que obrigou Dunga a fazer três alterações – as entradas de P. Coutinho no lugar de Fernandinho, de Ricardo Oliveira no de Douglas Costa e Lucas Lima substituindo Willian. Mas, aí Inês estava sepultada e virando pó.

Uma pena.

 

2 comentários

  1. Não sou mãe Diná mais disse aqui semana passada no Blog que: ” O Brasil correria sérios riscos contra o Uruguai caso atuasse com Fernandinho e Luiz Gustavo” Bingo! Disse também que Philipe Coutinho e Willian siscador não servem para a seleção. Bingo! Serei eu um gênio das previsões? Não. Absolutamente. Porém, já vi muito craque e muito cabeça de bagre jogar, portento, comparar não é difícil.
    Essa análise de que o Brasil começou bem é verdadeira porém há um provérbio que diz: “O craque, se conhece na dificuldade, quando o jogo começa a ser jogado” Willian como fez em 2014 sumiu do jogo no segundo tempo quando a coisa começou a ficar pretal, errando passes, perdendo bolas infantis. Philipe Coutinho é outro. Tá na hora de arranjarem para ele uma camisa mais leve, pois a amarela é pesada demais. Ele entra e simplesmente some.
    Dunga nem preciso falar muito, já disse tudo que poderia dizer a seu respeito. Simplesmente um desastre. Perdido na lateral do campo não tem um esquema definido e o que é pior não tem uma variação tática sequer para mudar o time durante o jogo. Dunga continua com a eterna idéia burra e fixa de que é melhor perder a copa do que abandonar os famigerados volantes do time. E assim vamos marchando para o impensável: O Brasil não se classificar para a Copa do Mundo.
    .

  2. Pelo menos a seleção do Uruguai começou a se acertar. Neymar fazia o que queria na defesa desorganizada e sem marcação. Tá feia a coisa para a seleção brasileira, mesmo assim cedeu o empate.

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