
E o Verdão segue de fracasso em fracasso como no velho samba-canção. Desta vez, perdeu por 2 a 1 para o Red Bull, no Pacaembu, já que o Allianz Parque está entregue a um show de rock ou coisa que o valha.
Bom, pela presença de público no Pacaembu, ainda bem. Pois só o ato de ligar as luzes e abrir os portões do Parque já provocaria prejuízo ao Palmeiras.
O primeiro tempo foi aquele desacerto de sempre, do que se aproveitou o Red Bull pra fazer 2 a 0, assim, ó, um atrás do outro, já no finzinho, com uma escapada de Thiago Galhardo, que limpou o beque o goleiro antes de empurrar para as redes, e Roger, de cabeça, em cobrança de escanteio, aos 40 e aos 44 minutos de bola rolando.
Desacerto, diga-se, que já começou com aquela nebulosa substituição de Dudu, logo aos 9 minutos de jogo, em que a bola preta foi passada de Cuca para o médico, do médico para Dudu, que a devolveu para Cuca. Até agora, não sei quem foi o responsável pela substituição que enfraqueceu ainda mais o Palmeiras.
Na etapa final, Cuca trocou Erik por Zé Roberto e Jean por Alecssandro. Resultado: foi mais ofensivo e chegou ao seu gol, com Alecssandro, em melê na área, depois de bola alçada da direita.
É isso aí: bola alçada na área, uma recorrência enjoativa no futebol brasileiro que mais faz lembrar um filme inglês em preto e branco, daqueles tempos distantes em que os inventores do futebol só sabiam fazer isso – muito pega-pega no meio de campo e bola para os lados de onde saíam os inevitáveis cruzamentos para o grandalhão lá na área tentar o cabeceio.
Mudar esse braço da viola, por certo, será uma tarefa de Spartaco para o nosso querido Cuca.
NA LINHA DO GOL
E o que estava anunciado se concretizou: mandaram embora o Milton Cruz, depois de vinte e dois anos de fiéis serviços ao Tricolor. É tudo o que essa turma tem a dizer a respeito.
A Seleção Olímpica perdeu o amistoso com a Nigéria, por 1 a 0. Que novidade, se esse time já nos arrancou o título olímpico bem mais delineado da história? Lembra do Kanu, aquele negrão de toque refinado e muitos gols, campeão europeu e mundial pelo Ajax de Van der Saar, os gêmeos De Boer, Littmanen e Overmars? É fato que nossos meninos pressionaram os nigerianos pra valer, em vão, apesar de entrarmos em campo sob o signo maldito dos dois volantes. Embora Tiago Maia e Rodrigo Dourado sejam excelentes jogadores, daqueles volantes que sabem sair pro jogo, como gostam de exaltar técnicos e comentaristas da praça, prefiro parodiar a máxima infantil de tempos imemoriais: é desde cedo que a porca torce o rabo.
Por falar em Kanu, Ajax, futebol holandês, o João Sardinha, que abrilhanta este blog com seus comentários judiciosos a toda hora, me remeteu, de súbito, à véspera do jogo entre Holanda e Uruguai, na Copa de 74, diante do porteiro do hotel em que estávamos hospedados em Frankfurt – um holandês rotundo e gozador. Quando lhe disse que o Uruguai de Pedro Rocha, Forlan e cia. iria arrasar a Holanda, ele apenas sorriu, juntou os dedos da mão direita, levou-os à boca, e soltou um beijo no ar, completando; Holland! Depois do massacre holandês, encontrei Rocha e Forlan, desamparados. Rocha me disse que, quando recebia a bola e levantava a cabeça para dar o passe, parecia que uma locomotiva havia passado por ele. Forlan, que, quando tentava dar uma pancada em Rezembrink, ao seu estilão, acertava apenas o ar. No resumo das duas confissões, o poder jogo coletivo e a habilidade individual desse histórico time de Crujyff.
A SITUAÇÃO DO PALMEIRAS É A CONCRETIZAÇÃO DE UMA CRISE,PROGRAMADA. MUITOS JOGADORES DO MESMO NÍVEL PARA UMA MESMA POSIÇÃO E CONTRATOS COM VALORES CALCULADOS PELA PRODUTIVIDADE, SÓ PODERIA DAR NISSO. Todos querem jogar e, estando em forma, não aceitam serem sacados do time, em favor de outros colegas.O jogador brasileiro, ainda não tem cabeça para entender essas coisas. PODEM TROCAR O TÉCNICO,SEUS AUXILIARES, OS DIRETORES, QUE O PROBLEMA NÃO SE RESOLVERÁ. PODERÃO ACONTECER ALGUMAS TRÉGUAS, MAS A PRODUÇÃO DO TIME VAI FICAR POR AÍ MESMO.
O problema do futebol brasileiro é que hoje para se montar um “esquadrão” as prioridades são as seguintes em ordem de importância: Um bom patrocinador. Um técnico de renome de preferencia que tenha um altíssimo salário. Uma renomada comissão técnica. Um excelente departamento de marketing. Os jogadores passam a ser um mero detalhe.
Eu escrevi aqui mesmo algumas semanas atrás sobre a vinda do Cuca. “Cuca precisa colocar tempero nessa feijoada”. Me referia claro, a ausência principalmente de um jogador de alto nível de preferencia um meia que o time não tem.
Dunga com seus esquemas normativos e engessados já causa preocupação de derrota quando joga com um time do nível do Uruguai. Caso escale Luiz Gustavo e Fernandinho juntos essa preocupação passa a ser quase uma certeza..
Ola comentarista Alberto Helena, meus comentários serão repetidos,porém creio que isso é necessário.E, vou abordar dois exemplos o da Seleção Brasileira e o Palmeiras,e ligando esses dois pontos ao Ronaldinho Gaúcho,e a minha impressão de que todos no Brasil estão boiando,no que tange a identidade do futebol brasileiro.O jogo do Brasil contra o Uruguai na última sexta-feira, me embasam no meu pensamento.No intervalo da transmissão pela Globo jogo da seleção,mostrou-se uma homenagem ao falecido Johan Cruiff e o seu carroussel Holandêz. Enfatizando que foi ele quem implantou o estilo hoje praticado pelo Barcelona. Porém a mídia do futebol se esquece e isto é pontual na falta de identidade do futebol brasileiro.,o que a mídia se esquece, que o Rykaard,também é holandês, e que no time dele que iniciou o restabalecimento do Barça,tinha como seu principal jogador o Ronaldinho Gaúcho,e que foi o gaúcho quem entronizou o hoje decantado Messi. E estas coisas não podem ser negligenciadas,o que estou querendo dizer é que o Neymar colocado como lider da seleção,embora o seu talento,mascara o atraso do futebol brasileiro,quando dizerm que o Neymar já tem 70 jogos na seleção,com apenas 23 anos etc. Em resumo o empate do Uruguai contra o Brasil mostrou uma seleção a uruguaia senhora de si,e uma seleção brasileira totalmente no escuro.Pelo menos no comentário do Casão,ele concordou que o Neymar é apenas um ponta esquerda,talentoso,mais apenas um ponta esquerda. Agora o que tem a ver tudo isso com o Ronaldinho gaúcho,é que talvez,seria salutar para o futebol paulista que é o mais forte do BRASIL contratatar o Ronaldinho gaúcho,e ele caberia no time do Palmeiras,mesmo que ele fique restrito a maior parte dos jogos no banco de reservas,porque todos os jogadores do Brasil precisam ter ainda em suas mentes que se o Barça pode reverenciar o ronaldinho gaúcho o futebol paulista mais reticente em relação ao gaúcho,deveria se curvar ao fato de que no Brasil se perdeu o gosto pelo talento,e o ronaldinho mesmo aposentado,está com crédito perante o atraso reinante.