
No começo do jogo, um friozinho percorreu a espinha daquele bando de loucos. Afinal, o Cerro partiu pra cima do Corinthians provocando inusitada confusão na defesa alvinegra, a ponto de, aos 7 minutos, Diaz surgir sozinho, na cara de Cássio, que, como sempre, fez providencial defesa.
Mas, aos poucos, o Timão foi se ajeitando em campo, graças ao trabalho proficiente de Rodriguinho e às investidas de Lucca pela esquerda. E, aos 13 minutos, Guilherme sofre falta, cobrada com força por Lucca; no rebote do goleiro, André meteu nas redes: 1 a 0.
A partir daí, o Corinthians passou a ter os nervos sob controle, fazendo a bola rolar com fluência do meio de campo pra frente, o que lhe permitiu ainda criar duas grandes chances para ampliar o placar antes do apito final da etapa inicial: a primeira, um disparo de André, que venceu o goleiro mas se chocou com o poste direito; a segunda, quando Giovanni Augusto, da direita, colocou a bola na cabeça de André, sozinho, diante da meta – mas, a bola foi pra fora, raspando o poste esquerdo.
Mas, no segundo tempo, meu Deus!, que é isso? É Beltrán subindo de cabeça em cruzamento de Leal da direita, entre Felipe e Cássio, para empatar o jogo: 1 a 1, logo aos 4 minutos.
Isso, porém, foi troco de pinga diante do que viria a seguir: as expulsões de André, aos 7, e de Rodriguinho, aos 27.
Entre uma e outra, Cássio salvou mais uma vez o Timão, Romero substituiu Guilherme, que já tinha um amarelo, e Yago perdeu gol feito em levantamento de Lucca da esquerda.
Nessas alturas, o Cerro já exercia enorme pressão sobre a defesa alvinegra, e o gol da virada estava escrito no ar: Diaz recebe de Leal na área, limpa dois e coloca no cantinho: 2 a 1.
Bem que Tite tentou fechar a casinha como manda a cartilha nessas circunstâncias, o beque Balbuena entra no lugar do atacante Lucca. Inútil, como de hábito, pois Beltrán vence Felipe no pé de ferro e marca o terceiro dos paraguaios.
Menos mal que, antes do apito final, Yago é empurrado na área do Cerro, e o juiz marca pênalti que Giovanni Augusto converte: 3 a 2.
Com esse placar, o Timão tem todas as condições de recuperar a liderança perdida para o Cerro nesta noite de quarta-feira em Assunção.
NA LINHA DO GOL
Era briga de cachorro grande por uma vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões, e lá estavam dez jogadores brasileiros, distribuídos entre Chelsea e PSG. Isso mesmo: uma verdadeira seleção brasileira, do lateral-direito ao ponta-esquerda, se escalarmos Kennedy ali, ele que estava deslocado para a lateral-esquerda. A saber: Marquinhos, Tiago Silva, David Luís e Maxwell; Tiago Mota, Willian e Oscar, que entrou no segundo tempo; Lucas, Diego Costa e Kennedy. Não, claro, não seria o nosso time titular, mesmo porque Diego Costa e Tiago Mota já jogam pela Espanha e Itália, respectivamente. Mas, é só pra dizer que nosso maior problema não está na ausência de jogadores de alto nível, não. O buraco, meu amigo, é mais embaixo.
O buraco é a falta de atacantes que o Brasil sofre.