
Parque lotado, torcida delirante, e um Palmeiras animado parte lo0go pra cima do Rosario Central, que, de olho no seu campeonato doméstico, entrou em campo com vários reservas.
Mas, o Verdão não quer saber: precisa porque precisa vencer essa, depois do empate na estreia da Libertadores e do mau humor reinante no Parque pelas atuações pífias inclusive no Paulistinha.
Dizia-se até que, se não vencesse nesta noite de quinta-feira, o técnico Marcelo Oliveira seria demitido.
Bem, diante disso tudo, e já que Marcelo atendera ao apelo recorrente da torcida em favor do argentino Cristaldo desde o início, coube ao argentino vencer no pé de ferro a poça d’água e o adversário, enfiando por fim a bola às redes: 1 a 0, aos 25 minutos.
Antes do temporal que encharcou o Parque, porém, o Verdão já havia criado duas boas oportunidades, em bolas trocadas de pé em pé, com Dudu, no poste, e Robinho, por cima. Depois, virou aquela correria, intercalada de passes errados e faltinhas de lado a lado, sobretudo dos argentinos.
Mas, no segundo tempo, Dio mio! O Palestra recuou, recuou e caiu na vala comum de um time sem a menor consistência tática e emocional. Entregou a bola e os espaços para o Rosario, e foi um sufoco inacreditável até o finzinho, quando, no único ataque verde, Allione definiu o placar com calma e precisão: 2 a 0.
Até lá, porém, o Rosario perdeu uma infinidade de chances para empatar e até virar o placar. Basta dizer que, num só lance, Prass fez duas defesas providenciais; entre uma e outra, Lucas salvou em cima da risca.
Aliás, por baixo, Prass executou mais cinco defesas sensacionais, incluindo aquela cobrança de pênalti cometido por Robinho e batido por Rubén, no canto direito, onde o goleiraço foi buscar.
E assim conta-se a história da noite em que o Palmeiras escapou de um vexame histórico para saltar à liderança de seu grupo na Libertadores.
NA LINHA DO GOL
Dos meus três amores, dois levaram ferro neste meio de semana, ambos pela mesma contagem de 2 a 1: o Bayern perdeu para o pequeno Mainz, em casa, depois de uma longa série de invencibilidade, e o Arsenal para o modesto Swansea. Nos dois casos, foi aquela velha história: tanto Bayern quanto Arsenal sufocaram seus adversários, de cabo a rabo, desperdiçaram uma infinidade de chances para marcar, e acabaram, em dois contragolpes, amargando a derrota. Dizem que, em futebol não há justiça. Não, mesmo. Assim como na vida, da qual o futebol é uma representação: a humanidade reduzida a vinte e dois carinhas de calção tentando dar sentido à bola, símbolo da esfera celestial sobre a qual nos equilibramos. Há quem creia que esse jogo é regido por um ser superior; outros, que a culpa e do destino ou do acaso, embora uns poucos ainda creem no determinismo histórico. O fato é que se trata de um grande mistério.
Meu terceiro amor, porém, não falhou: o Barça meteu 5 a 1 no Rayo Vallecano, praticando aquele futebol dos sonhos: o time todo lá na frente, pressionando com ciência e talento, até obter o resultado, modesto pelas oportunidades desperdiçadas – duas bolas nas traves, pênalti perdido e tal e cousa e lousa e maripousa. Sim, claro, foi beneficiado pela expulsão de dois adversários. Mas, quando isso ocorreu, o destino do jogo já estava traçado, pois sempre resta um laivo de justiça nas ações dos homens.
Esse eh o patrocinador do Nobre e do Palmeiras?????
Repassem