Timão e Galo, na estreia de Robinho

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Tava de olho no Corinthians, que enfrentava o São Bento. Mas, bola rolando sonolenta de lado a lado, meus olhos foram cerrando, não antes de ver o gol de Rossi, que pegou rebote da defesa alvinegra e guardou, ainda no primeiro tempo.

No intervalo, tomei um café, lavei o rosto e resolvi dar uma espiada em algo mais importante do que um mero e tedioso jogo classificatório do Paulistinha. E zapeei para o Galo, que vencia o Independiente Del Valle por 1 a 0, gol de Pratto, em cruzamento de Marcos Rocha da direita.

Entre outras coisas, porque lá estava Robinho, pronto para entrar aos 10 minutos da etapa final, vestindo pela primeira vez no Brasil uma camisa que não era do Santos. Ou era, já que listrada em preto e branco, como a número 2 do Peixe?

Enfim, Robinho entrou, no lugar de Cazeres, que, pela reação do público, vinha bem, e, nas vezes em que a bola chegou a seus pés acelerou o jogo lá na frente, bem ao seu estilo. Mas, o fato é que o Galo perdeu o poder de armação e passou a sofrer um assédio inesperado do adversário, só se aliviando com o apito final do juiz.

Enquanto isso, o Corinthians apresentava um futebol mais compatível com suas expectativas nesse segundo tempo, a ponto de merecer o gol de empate, num disparo de André, já aos 43 minutos, em bola mal rebatida pela defesa na área.

Assim, o Galo segue líder de seu grupo na Libertadores e o Timão mantém a invencibilidade no Paulistinha. Bom para ambos, afinal.

2 comentários

  1. Alberto, se você viu só o segundo tempo do jogo do Galo, você viu uma seleção estendida dos piores momentos, para o Galo, é claro. No primeiro tempo, a atuação do time foi primorosa e não foi coroada com mais gols, e oportunidades não faltaram. A atuação do Cazares foi algo para se guardar na memória e o técnico do Galo tratou logo de imortalizar, quando o substituiu. O estádio ficou, primeiro perplexo, depois incrédulo, e por último, revoltado. O técnico estragou a estreia do Robinho e transformou o jogo numa peça em dois atos: um primeiro tempo de empolgar o torcedor e um segundo de deixar todo mundo apavorado.

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