
O Corinthians, disfarçado de XV de Piracicaba, vagou nesta noite de quarta-feira pelo deserto, em busca de inspiração para encontrar sua própria identidade e seguir avante na Libertadores.
Ao fundo, luzes ainda iluminavam um aglomerado de edificações baixas chamado El Salvador, fadado a se transformar em breve numa daquelas cidades fantasmas do Velho Oeste americano quando a região do sal ficar insossa de vez.
Estou dando essas voltas pra me distanciar do primeiro tempo desse jogo contra o Cobresal, tão árido como a paisagem que o cercou. Basta dizer que o único lance de perigo criado pelo Timão foi aquela falta cobrada por Lucca que passou rente à trave.
Mas, no segundo, o Timão avançou um pouquinho suas linhas e passou a ter certo predomínio sobre o frágil adversário. A ponto de Yago, na sequência de cobrança de corner, meter de cabeça uma bola no pé do poste inimigo.
O melhor, porém, ficou para o finzinho do jogo, quando Lucca cruzou da direita para Miguel tocar contra as próprias redes: 1 a 0!
Bem ou mal, não importa, num caso como esse em que o Timão, ainda se arrumando, vai ao deserto e colhe a única flor da vitória.
Quem também fez bonito foi o outro alvinegro brasileiro, o Galo, que subiu o morro de Arequipa e volta de lá com uma vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Melgar, com um golaço de Rafael Carioca (um balaço no ângulo, do meio da rua) e outro de Patric, que perdera antes duas chances de ouro.
O Galo foi melhor praticamente o tempo todo e já começa dando sinais de que irá longe no torneio, sobretudo depois de incorporar de vez Robinho em seu elenco.
O meu galo doido venceu e até hoje digo aos corintianos;O 1×0 da Flórida Cup foi inesquecível,fregueses !
Na real mesmo, o 3×0 do ano passado que foi inesquecível. Foi um baile pra coroar o título.
E os 4×1 de 2014, com direito a dancinha do Mano, você já esqueceu?