O juiz pode ser cego mas não é surdo. Cego, porque não viu na sua cara o pênalti cometido no lateral-esquerdo do Capivariano, Marlon, por sinal, bom jogador, hein? E bom de ouvido, pois expulsou Edílson por falatório impróprio num lance banal.
Essa expulsão, por certo, prejudicou as observações do técnico Tite a respeito de seus novos contratados e sua inserção na equipe titular, apesar da vitória do Corinthians por 2 a 1, o que soma a terceira vitória consecutiva do Mosqueteiro no Paulistinha.
Dois gols, diga-se, feitos logo no início de cada tempo. No primeiro, Romero desviou tiro torto de Edílson, logo aos 2 minutos, marca exata em que, na etapa final, Guilherme colheu aquele duplo rebote da defesa, em cobrança de corner, e disparou às redes.
Entre um e outro, o Capívariano descontou com Marlon, de cabeça, bola desviada em Vilson, em batida de escanteio, ainda no primeiro tempo.
Bem, diante das circunstâncias, num jogo em que o Capivariano acabou jogando melhor do que o Timão, sobretudo depois da expulsão de Edílson, vale examinar como se comportaram os estreantes.
Gostei de Vilson na zaga, apesar da infelicidade no lance do gol adversário. Assim como da determinação de Marlone, embora tenha perdido uma chance de ouro por duas vezes no mesmo lance.
Já Guilherme não desperdiçou sua chance, porém, esteve muito longe do jogador hábil e técnico de sempre.
Willians é aquele leão-de-chácara de sempre, enquanto o menino Maycon revelou caráter e versatilidade para atuar ali como o tal de segundo volante.
No geral, valeu pra dar ritmo à turma e Tite ir afiando o conjunto, com a vantagem de que, bem ou mal, o Timão vai somando pontos, o que ajuda muito na reformulação tão profunda da equipe.
NA LINHA DO GOL
Há manifesta má vontade de boa parte da crítica esportiva em relação à volta de Robinho, fosse para o Santos, Grêmio ou Galo, onde o craque acabou depositando suas malas. Aliás, não é novidade. Esses jogadores de extrema habilidade que enfeitam o jogo com arabescos e surpresas, mesmo que eficientes, driblam o mundo mas não a face cerrada da turma dos pragmáticos (leia-se: amantes da porrada e da disciplina tática). Não sei como anda a bola de Robinho depois de ano sabático na China. Só sei que a última imagem deixada por ele no Santos há pouco mais de um ano foi a melhor possível. Tanto, que à sua saída, o Peixe tremelicou, até se reencontrar de novo. Mas, algo me diz que Robinho dará ainda grandes alegrias ao Galo.
Na reestreia de Diego Souza, o Flu não foi além de um empate em Macaé com o Madureira, por 3 a 3. E olhe que o Tricolor tem de levantar os braços aos céus, pois, dos três gols de Fred, num deles, o segundo, o artilheiro estava em posição de impedimento. Além do mais, o Madureira jogou com um a menos durante todo o segundo tempo, quando criou três chances de ouro para ampliar seu placar, sem falar em pênalti claro nas fuças do juiz que preferiu deixar pra lá. A vida do técnico Eduardo Baptista não anda nada fácil.

A GRAMA SINTÉTICA é o virus zika no futebol brasileiro, pode se alastrar rapidamente e causar um dano enorme.. A CBF não deveria permitir a utilização de grama sintética em nossos estádios isso é uma afronta aos atletas, e às nossas tradições. Infelizmente a CBF está mesmo é preocupada com os processos na justiça. Não duvido logo logo esse fornecedor de plástico começar a patrocinar os campeonatos.
O Corinthians, sempre vencendo com recursos técnicos aloprados com potes de pirta armazenados com curral de vélois !
Há algumas novidades no futebol que vieram para tirar a emoção do espetáculo. A grama sintética sem dúvidas é uma delas ,acabam com o futebol. Mais há outra que há bastante tempo foi implantada e que na minha opinião tiram do espetáculo muito da sua emoção, principalmente aquela gerada no pré-jogo , no warm-up, no aquecimento dos atletas antes das partidas. A primeira vez que vi isso foi em 78 no mundial da Argentina. Cláudio Coutinho para quebrar o impacto das vaias no jogo contra os argentinos na famosa Batalha de Rosário, mandou o time entrar no gramado 15 minutos antes para fazer o aquecimento, e olha que funcionou. Porém, a partir dali o que se viu foi que essa prática tornou-se uma rotina no mundo inteiro perdurando até hoje. Se por uma lado há um conforto maior para os atletas e ainda um rendimento melhor no aquecimento, por outro, o fator emoção, aquela expectativa de ver seu time e seus ídolos é quebrada enormemente com essa prática pois quando os times voltam ao gramado já foi superado o impacto inicial pela exposição antecipada dos atletas.