O laboratório de Tite

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Corinthians, com cem por cento de aproveitamento neste Paulistão, depois das duas primeiras rodadas, volta a campo contra o Capivariano na noite desta quinta-feira com o que a turma gosta de chamar de time alternativo. Alternativo, em relação às escalações anteriores, nem por isso reserva, já que, por exemplo, Marlone e Guilherme foram contratados como titulares, claro, depois do desmanche chinês. Além disso, será a primeira chance do garoto Maycon, de tantas expectativas.

E é muito possível que outros dois recém-contratados para a equipe principal – Giovanni Augusto e André – fiquem no banco, já que acabaram de ser devidamente registrados.

É Tite, aproveitando com ciência esse laboratório de experiências em que se transformou o Paulistão nas últimas duas décadas, por baixo.

Não sei se nesse processo o técnico acabará por alterar a sua fórmula de sucesso, de acordo com as características dos novos elementos inseridos nas suas provetas alquímicas. Mas, sempre partirá da busca pela vacina contra o contragolpe adversário, esse vírus que se espalha pelo futebol brasileiro como um zica que se instalou na alma tupiniquim e que ninguém consegue erradicar.

É verdade que Tite, a partir da segunda metade do ano passado, deu um passo além na profilaxia dessa síndrome do contragolpe, conferindo ao seu Corinthians super campeão um ar rosado de saúde ofensiva além do esperado.

Mas, como toda experiência, é de se observar e esperar os resultados finais que ainda levarão algum tempinho, sem dúvida.

 

4 comentários

  1. Essa mudanças! Falcão coitado, se perder hoje do Central em Caruaru é bem provável que dance um frevo apimentado, Pudera, depois que o Sport perdeu do Carcará do Agreste no sertão 40C à sombra, Falcão me perde para o glorioso América, o verdão do Recife cujo última vitória contra esse mesmo Sport ocorreu 43 anos atrás. Apesar disso defendo Falcão. Ele perdeu mais de meio time incluindo grandes nomes como Diego Souza, Wendell, Marlone. O time é quase todo reformulado. Portanto, há que dar tempo até que o elenco adquira o conjunto e volte a jogar o que dele se espera. O problema é que nem a torcida, nem a mídia e muito menos a diretoria pensam dessa maneira. Sabe quem tá falando? Um alvirrubro fanático!

  2. Voltei Recife foi a saudade que me trouxe pelo braço…. O pernambucano talvez seja um dos brasileiros que mais valorizam a cultura do seu estado. No futebol há coisas que só no Recife se vê. Por exemplo; É comum em Boa Viagem o turista verificar as bandeiras de Sport, Náutico e Santa Cruz tremulando dia e noite à beira mar. E não tem essa de torcedor ir lá e tentar rasgá-la ou substituí-la por outra. Outra coisa, todos os torcedores tanto de Sport quanto do Náutico ou do Santa Cruz quando jogam contra um adversário de outro estado é comum ver muitos torcedores torcendo pelo rival do estado. Mais uma característica dos torcedores pernambucanos e talvez seja á única no Brasil é que diferentemente de outros estados, não tem essa de torcer por time de fora. Lá todo mundo ou é Santa, Náutico ou Sport.
    Eu mesmo fui testemunha de um fato interessante que comprova o que disse acima. Há uns 3 anos atrás fui ao Canindé assistir Lusa x Náutico. Cheguei cedo ao estádio. Para minha surpresa na entrada reservada ao timbú havia 6 torcedores Corais ou das Repúblicas Independentes do Arruda que é como chamam o Santa Cruz lá no Recife. Perguntei a eles o que faziam num jogo do Náutico. Eles me responderam que iam lá torcer pelo alvirrubro contra a Lusa. Detalhe: Um deles era o Constantino Jr. diretor de futebol do Santinha

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