
O Palmeiras mudou mas não mudou. Explico: mudou dois jogadores, com as entradas desde o começo de Moisés e Erik, mas repetiu o mesmo estilo com que terminou o ano e começou o novo – lá atrás, explorando os contragolpes com esticões inócuos.
Apesar disso, criou as melhores chances de gol diante do Nacional, na decisão do Torneio de Verão de Montevidéu. Por baixo, três: aquela chegada de Dudu cara a cara com o goleiro, no primeiro tempo; o cabeceio de Gabriel Jesus pra fora e o cruzamento de Zé Roberto que o beque salvou em cima da risca, quando dois verdes chegavam em condições de finalizar.
Como o Palmeiras não aproveitou nenhuma dessas oportunidades e o Nacional, mesmo com maior assédio, não construiu oportunidades claras para abrir a contagem, a decisão foi para os pênaltis, quando mais uma vez Fernando Prass brilhou, pegando dois e marcando o seu. Pena que Dudu, Allione e o menino Jesus entregassem o ouro e a taça para o Nacional.
De qualquer forma, o Palmeiras, com o devido tempo de treinamento, o que lhe dará mais consistência física e entrosamento técnico, tem tudo pra fazer bonito nesta temporada.
A maldição dos volantes. Vários volantes eleitos e ungidos pela mídia como craques, frequentadores assíduos da seleção de Mano, Dunga e Felipão sumiram na solidão de sua ruindade pelos campos de futebol mundo afora. Paulinho, Ramires, lucas Leiva, Sandro, Romulo, Eduardo Costa, Elano só para citar alguns foram eleitos pela mídia como Os Caras dos times por onde passaram. Isso prova que há muita gente boa na imprensa que não entende bulhufas de futebol Essa mesma turma hoje anda abraçada com Fernandinho, Felipe Melo, Luiz Gustavo, Elias e Ralf os próximos candidatos a desaparecerem nas brumas.