Roger, um passo à frente.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

A cada dia, mais me encantam o trabalho e os conceitos do jovem técnico do Grêmio, Roger Machado.

Depois do empate por 1 a 1 com o Danúbio, num amistoso pontilhado por momentos de tensão entre os jogadores, Roger, na entrevista coletiva, expôs sua visão do que é futebol moderno, como gostam de repetir por aí os papagaios da mídia e da beira dos gramados:

– Preciso cuidar da nossa defesa nas bolas alçadas na área. Mas o que quero mesmo é que nosso goleiro dê um passo à frente e vire zagueiro; nossos zagueiros deem  um passo à frente e virem volantes; e os nossos volantes deem um passo à frente e virem meias.

Isso, sim, é uma visão clara do que vem a ser o tal futebol moderno tão decantado e deformado por nossos especialistas – mídia, técnicos e jogadores -, que preferem confundi-lo com o tal de equilíbrio, mero eufemismo da retrógrada retranca.

Roger, assim dá um passo à frente, rompendo o círculo vicioso que mantém nosso futebol circunscrito a um passado recente e superado.

NA LINHA DO GOL

O Barça, que adota esse sistema pretendido por Roger Machado, foi o anti-Barça, neste sábado, durante todo o primeiro tempo no confronto com o Málaga. Atrapalhado na defesa, não conseguia evoluir como de hábito, e, não fosse o gol-relâmpago de Munir, seguido pelo empate, teria saído de campo para o intervalo derrotado. Mas, no segundo tempo, com a troca do zagueiro Vermaeleen, péssimo, por Mathieu, recuperou a postura tradicional e, embora com dificuldades, venceu, com um golaço de voleio de Messi. Como? E Neymar? Não jogou, poupado. E isso explica muita coisa.

Jogaço mesmo foi o da vitória do Liverpool sobre o Norwich: 5 a 4 para os Reds, com dois gols feitos já nos acréscimos, um pra cada lado, que é pra confirmar a Lei do Chacrinha, segundo a qual o jogo só termina quando acaba no futebol inglês. P. Coutinho continua em recuperação, mas Firmino estrelou de novo, com dois gols.

Quem não consegue dar um passo à frente mesmo é o Manchester United, que perdeu para o Southampton, em pleno Teatro dos Sonhos, que está se transformando no Teatro dos Pesadelos do técnico Van Gaal. Ainda mais que a sombra de Guardiola anda rondando por ali.

O City, por seu lado, também tropeçou nesta rodada, ao empatar com o West Ham, na casa do inimigo, por 2 a 2, graças a Kun Aguero, que marcou os dois dos azuis. Ouso, porém dizer que o West Ham merecia melhor sorte, pois foi mais equilibrado do que o seu ilustre adversário, num jogo apagado de Yayá Touré, alma e cérebro desse time. Pelo andar do rapaz em campo, diria que algum problema de ordem física o está incomodando.

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