
Esses 6 a 1 do Corinthians valem o dobro. Nem tanto pelas chances perdidas, mas, sobretudo, pela alta qualidade do adversário, o Ituano de bola redondinha, capaz de criar, por baixo, cinco boas oportunidades de colocar no placar o equilíbrio que marcou três quartos desse emocionante e belo jogo pela Copinha. Ituano que revela um futuro craque de meio de campo: o volante Capriolli, de passe exato, visão de jogo, boa marcação e fino senso de colocação em campo.
Mas, a verdade é que o Corinthians anda arrasador por essa Copinha afora. Graças a um grupinho de jogadores de primeira – o armador Matheus Pereira e o trio atacante Léo Jabá, Tocantins e Gabriel Vasconcelos, sem falar no lateral-direito Leo Príncipe.
Quase todos já frequentaram o time de cima. Mas, assim, ó, de passagem.
Sei não. Mas, nas condições atual do desmantelado Corinthians, seria ajuizado elevar essa garotada de uma vez, enquanto a diretoria cuida de ajeitar suas finanças para o próximo ano.
A propósito, o Corinthians já fez algo parecido num dos períodos sombrios de sua história. Quando estava prestes a cumprir dez anos de fila no Campeonato Paulista, levou para o Parque São Jorge um grupo de garotos do Maria Zélia, clube de várzea da Zona Leste da cidade, que, o técnico Rato tratou de esmerilhar para ganhar o bi de 51/52. Lá estavam o goleiro Cabeção, os zagueiros Diogo e Alã, o volante extraordinário Roberto Belangero, o meia Luisinho, o Pequeno Polegar, e os pontas Nelsinho e Colombo, pelo que lembro.
Aliás, estou há tempos pra falar sobre isso, chamando o Santos à cena.
Fala-se muito no tal DNA do Peixe, o clube que melhor sabe aproveitar seus jogadores da base, os tais Meninos da Vila.
Bem, essa expressão – Meninos da Vila – nasceu nos anos 70, referente àquela time campeão paulista de 78, de Pita, Juari e cia., inspirado num samba de grande sucesso à época, do meu chapinha, o vascaíno histórico Sérgio Cabral, o pai: Meninos da Mangueira.
Mas, esses meninos são velhos na Vila. Nasceram nos anos 20, com os irmãos Arakén, Ary e Aroldo Patuska, mais o primo deles, Arnaldo Silveira. E se remoçaram na metade dos anos 50, com os irmãos Ramiro e Álvaro Valente, Pepe, Pagão, Del Vecchio etc., seguidos por Dorval, Pelé, Coutinho, mais tarde, Negreiros, Osni, Douglas, Nenê, Léo e assim por diante, até chegar a Robinho, Diego, Paulo Almeida, antecessores de Neymar, Ganso, Gabigol, Geuvânio, Zeca, Tiago Maia e todos esses que aí estão.
Esse é o segredo, me parece: promover logo uma batelada dessa garotada, que trás lá de baixo a sinergia necessária para que um dê apoio ao outro e todos cresçam mais rapidamente na hora crucial do vamos ver.
Que tal, hein, Tite? Pior do que se desenha não seria.
Concordo plenamente
Grande colocação, seria uma boa subir alguns desse time da copinha para o profissional do Corinthians, vejo um grande futuro para essa garotada. Mas será difícil, já que hoje temos o melhor técnico do Brasil, porém não gosta muito de trabalhar com a base, ele gosta mais de jogador experiente ou melhor jogador medalhão. Tite melhorou algumas coisas que faltava, mas ainda falta ele acreditar mais na base, não precisa usar todo mundo, mas seria interessante ele trabalhar com alguns, que para mim é bem melhor que muitos que estão no time principal.
Problema é a mentalidade do treinador, lá eles usam a base, aqui só querem buscar fora e encostam/emprestam a base! E ainda endeusam o Tite! Fraco pra base!
Parabéns pela postagem, a idéia me parece muito boa, claro que cada um é um caso, mas se o grupo todo sobe, o apoio mútuo ajuda demais.