
O Corinthians, maior campeão da Copinha, já havia avançado para a fase seguinte na véspera, com a firmeza habitual. Nesta quinta-feira, foi a vez do Palmeiras, o único grande paulista que jamais levantou a Copinha.
Venceu o Sampaio Correa, em São José dos Campos, com todos os méritos, pois foi absoluto no primeiro tempo, embora com dificuldades pra finalizar a gol. E, no segundo, depois de abrir o placar com Daniel, em bela trama entre Vitinho e Cauê, recuou, permitindo aos maranhenses, até então, só na defesa, partirem pra cima e, não fosse o goleiro verde, e o empate teria acontecido em três lances sequenciais.
Mas, se o goleiro do Verdinho foi ás, o do Sampaio entregou o ouro, ao devolver a bola nos pés de Felipe, que entrara no lugar de Laerte: 2 a 0. Na medida.
Já o São Paulo, em seguida, passou pelo buraco da agulha, ao vencer o Figueira por 1 a 0, gol de pênalti mandrake, pois, se falta houve, foi fora da área, sofrido e convertido por Inácio, menino que tem tudo pra subir aos titulares e, em breve tempo, colocar Mena na reserva. Assim como merecem ascender Neres e Lucas Fernandes, que nesta noite não estiveram bem, mas jogam o suficiente.
A propósito, venho cá pensando que um dos segredos dos Meninos da Vila não é a água da Biquinha de São Vicente, não.
É o fato de que, quando o Santos promove sua garotada é assim, ó, de batelada: três, quatro, cinco, quando não onze de uma só vez como o fez nos tempos recentes de Osvaldo Oliveira.
Juntos, eles criam uma sinergia no time de cima capaz de provocar aquele salto de adaptação mais alto e rápido do que um por um, como de hábito o fazem os demais times. Os meninos formam sua roda, trocam impressões, criam mútua confiança e já levam pro campo o entrosamento que trazem lá da base. Facilita, meu.
Mas, enfim, quem tem peito? Só o Peixe mesmo, que este ano, tendo a Copinha por base, vive uma época de entressafra.
NA LINHA DO GOL
Vale a pena ler a reportagem na UOL, sobre o presidente em exercício da CBF, do excelente Lúcio de Castro, que só enriquece com seu trabalho a biografia de seu pai, meu querido Marcos de Castro, um dos autores do antológico Gigantes do Futebol Brasileiro, de parceria com outro jornalista de escol, João Máximo. E não é que o Coronel Nunes, servidor fiel e longevo da ditadura militar que tanto infelicitou este país, conseguiu, graças aos descalabros das nossas intrincadas regras jurídicas, os benefícios destinados justamente àqueles que ele ajudou a perseguir nos tempos de trevas? Isso mesmo: o coronel da PM, ex-cabo da Aeronáutica, recebeu e recebe indenização destinada justamente àqueles que foram perseguidos pela ditadura e alijados de seus postos por não concordarem com a nova-velha ordem. Dá pra acreditar?
Elias lamenta o sumiço do chineses pela compra dos seus direitos. Elias, os caras perceberam que você é do mesmo time do Ramires, Paulinho, Elano, ou seja, jogador mediano que vale mais pelo que a mídia fala do que pela real condição como jogador. Sua sorte é que o treinador da seleção é um cego de guia e o convoca para a sua seleção.
O Corinthians fêz vários negócios com a China,mas poderá fazer “o maior negócio da China” se conseguir vender o Elias pelo valor que o Dunga,parte da imprensa e que o próprio jogador pensa que vale.Pois é Elias, se você ficou frustrado de não ter ir para a China, grande parte da torcida também ficou.