O marketing 171 no futebol

Foto: Reprodução TV Gazeta
Foto: Reprodução TV Gazeta

Há tempos venho me surpreendendo e indignando com essa turma do marketing do futebol. É inexplicável como esses caras ganham fortunas para desenhar camisas listradas com os números aplicados às costas dos jogadores invisíveis para quem está nas arquibancadas e diante da tv, que é a grande divulgadora do espetáculo. Basta pregar ali um quadrado branco e o número em preto, vermelho, azul, verde, o que seja.

É tão elementar essa questão que dói a reincidência.

Agora, às vésperas do jogo de despedida de Rogério Ceni, o grande mito tricolor, fico sabendo pelo meu querido Renato Maurício do Prado, via Fox, que os marqueteiros do evento cogitam cravar o número 171 nas costas do goleirão, a quantidade de gols marcados pelo craque até a partida de despedida. Quem neste país não sabe o que significa 171, artigo do Código Penal que pune os vigaristas de vários graus?

Só os marqueteiros de plantão, pelo visto.

Ora, um dos grandes achados de Rogério (ele já me disse que não sabe o autor da ideia) foi aquele 01 – o 10 invertido – que carregou durante anos às costas. Pois, ele define a história de Rogério nos campos dos sonhos: o goleiro artilheiro único, singular incomparável.

Duas marcas atávicas no futebol – o 1 do goleiro e o 10 do artilheiro, perenizado por Pelé.

Se esses luminares recebessem por neurônios, estariam pedindo esmolas na porta da Catedral da Sé.

Um comentário

  1. Caro Alberto, quem sou eu para discordar da sua analise, porém, apesar de concordar integralmente quanto ao 171, discordo da sua análise sobre o 10-01.

    Se 10 é o craque, o inverso, 01, é o craque às avessar, o pereba, o perna de pau,

    Sempre discordei daquele 01 às costas do Rogério Ceni.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *