
A primeira bola já foi de tirar o fôlego: mal dada a saída, Arouca cabeceou para Barrios desviar, colocando o menino Jesus na cara de Vanderlei, que conseguiu salvar com o pé direito.
Esqueça a técnica, a habilidade, passes envolventes, dribles inventivos. Nada disso entrou em campo. O jogo era emoção pura. E, nesse aspecto, o Palmeiras se impunha com uma disposição eletrizante, tanto para marcar o Santos no campo adversário quanto para investir sobre a área santista.
Basta dizer que até o fim do primeiro tempo, conturbado pelas substituições de David Braz, de um lado, e do menino Jesus, de outro, ambos machucados, o Palmeiras criou mais duas situações delicadas: na primeira. Gabriel Jesus foi travado por Braz na entrada da pequena área; na segunda, Barrios desviou do jeito que deu de cabeça e quase encobre Vanderlei que salvou com um tapinha.
É verdade que antes disso, o Santos, que padecia da falta de seu tradicional toque de bola sob o comando de Lucas Lima, apagadíssimo nessa fase, teve sua chance de ouro quando Marquinhos Gabriel escalou pela esquerda e disparou para Prass rebater; no rebote, Victor Ferraz escolheu o canto certo, só que a bola chocou-se com o poste esquerdo.
No segundo tempo, esse cenário ganhou traços mais acentuados: na medida em que o Verdão se atirava de peito aberto sobre o Peixe, este refluía e se desorganizava em campo. E logo aos 13 minutos, numa das raras trocas de bola na área caiçara, Robinho rolou para Dudu, sozinho, e e as redes – rede!
Entrou Geuvânio no lugar Gabigol e nada. Cristaldo substituiu Barrios e Lucas Taylor tomou a vaga de Pedro Paulo, com cartão amarelo. E, por fim, Paulo Ricardo entrou para a saída de Tiago Maia, machucado. Pois não é que, aos 39, Paulo Ricardo faz uma falta desnecessária na sua intermediária, que Robinho levanta para Vitor Hugo ganhar de cabeça e Dudu finalizar em cima da risca?, 2 a 0, levando a torcida já inflamante do Verdão à loucura.
A taça estava nas mãos verdes, quando Ricardo Oliveira, aos 42, se aproveita de bola desviada em corner cobrado da esquerda e leva tudo à agonia dos pênaltis.
E aqui surge a figura gigantesca de Fernando Prass, que havia salvado o Palmeiras no jogo da Vila com oito defesas providenciais. Algo no ar dizia que tudo estava nas mãos de Prass. Mas, não só nas mãos, prodigiosas na defesa de um dos pênaltis. Também, nos pés, na cobrança final que deu a Copa do Brasil ao Palmeiras, com toda justiça, pois, se o Santos foi melhor ao longo da temporada, mata-mata é isso aí. E, no mata-mata final, o Verdão mereceu levantar a taça.
Parabéns ao time e ao Marcelo Oliveira que além de ótimo treinador carrega a humildade como principal companheira.
Exatamente, o Santos foi melhor na temporada e é melhor tecnicamente. Mas o mata-mata tem outros ingredientes e o Palmeiras prevaleceu no jogo decisivo. Como palmeirense gostaria de destacar os garotos da base que foram lançados pelo Marcelo em partidas decisivas e não se intimidaram. Parabéns a todo o elenco e dirigentes e espero que o torcedor reconheça o esforço e a superação de um grupo que não era o melhor da competição mas chegou ao título e apoie a continuidade do trabalho em 2016.
Se tem um culpado nessa história é o presidente do Santos que pediu para mudar a datas dos jogos. Se tivesse sido realizado na data correta o Santos teria ido campeão porque estava em uma ótima fase. Agora sobrou o xororo. Valeu palestra.
Excelente o texto., Sr Alberto.
Mata-mata tem suas particularidades., tem sim!
Devemos porém exaltar o Palmeiras que eliminou o Cruzeiro, Internacional, Fluminense e o por fim o Santos.
Essa Copa do Brasil foi eletrizante, com grandes jogos, espetáculo de verdade, naõ como o sonolento campeonato brasileiro.
Parabéns ao time do Palmeiras, mas principalmente a torcida que deu um show de amor ao Palmeiras , não somente esse jogo, mas durante todo o ano, lotando o Allianz Parque e incentivando até o fim..
AVANTI PALESTRA !
Vamos falar do Santos:
Tão decantado pela imprenssa como o melhor time do Brasil, com o futebol mais “vistoso”, moatrando que eram os novos “meninos da vila”.
Eram tão exageradamente elogiados que alguns jogadores como Giovanio, Gabriel, Lucas Lima e Ricardo Oliveira se olhavam no espelho e viam Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pele e Pepe.
A imprensa deu como certa a conquista por parte do Santos e eles mais uma vez acreditaram. A verdade não escrita o time do Santos é mediano, de jogadores mimados pela diretoria e imprensa, sem um padrão tático de jogo, só conseguem vencer dentro da vila Belmiro. Futebol é o contexto e não ser julgado por um jogo ou outro. Lição para os jogadores e para a imprensa e colunistas. ..
Como diz o Zé Roberto : !” O Palmeiras é gigante.” Foi um noite inesquecível. O Santos, com a vitória no primeiro jogo, achava que o título já estava garantido, mas o que se viu foi um Palmeiras jogando com raça e coração.Fernando Prass já entra para a história do clube pelo que fez pelo time.. O time inteiro foi impressionante. A festa foi no chiqueiro. Dá-lhe porco.
Esta é a mais lúcida das últimas colunas que li, mas ainda assim não me parece fazer jus ao que ocorreu. Estou um pouco perplexo com a cobertura que a mídia está fazendo, particularmente o setor articulista (não reportagem). Todo mund parece ter esquecido que o Palmeiras jogou, na Vila Belmiro, com ainda mais medo e menos bola que o Santos jogou no Allianz. Ao ponto que o Palmeiras não passou do meio campo na primeira partida, e salvou-se de uma vantagem de 2 por lance bizarro, o Santos ao menos conseguiu marcar um gol no retorno.
Não pretendo dizer que o Santos fez boa partida. Longe disso. Foi ridículo. Postura lamentável para um time que não precisava contar com a sorte para vencer. Mas o Palmeiras foi campeão nos pênaltis, com uma cobrança de vantagem, porque o primeiro batedor do Santos escorregou. Ou seja, o título foi quase um lançamento de moeda, pura sorte. Tudo que jogou a mais em sua casa deixou de jogar na Vila Belmiro, quando o Santos sobrou. O mesmo número de pênaltis que esse (agora mártir) Fernando Prass defendeu o goleiro Vanderlei também pegou. Por que o primeiro é tão melhor e mais heróico?
Entendo que o campeão sempre terá os holofotes, mas vamos fazer jornalismo com mais razão. Esta decisão, tal qual a do Paulista, entre estes mesmos times, foi definida na SORTE, nenhum time sobrou em competência.
E Sr. Helena qual sera a torcida que esta mais encantada com o seu time? Santos ou CORINTHIANS???
entendo que o Santos jogou igual ao Palmeiras no primeiro jogo, o Santos tbém achou aquele gol porque se lençou ao aatque no desespero, o titulo ja esta indo para o ralo.todos criticaram a postura do Palmeiras no primeiro jogo, mas o Santos fez igual o Pior