Um pouco mais de Neymar

(Foto: Pau Barrena/AFP)
(Foto: Pau Barrena/AFP)

O meu querido Menon, que outro dia me deu um prejuízo danado, do que está perdoado no ato, diga-se, diz no seu blog da UOL que Neymar teria sido titular de qualquer das nossas seleções, desde 62. Só peca quando, na de 70, o escalaria no lugar de Jairzinho ou Tostão. O mais indicado, nesse caso, seria Rivellino, o que digo de coração apertado. Seja pelo posicionamento de ambos em campo, seja pela velocidade do menino da Vila.

E olhe que Rivellino foi um craque inexcedível, como meia-armador, embora com vocação contida de atacante, reserva de Gérson na campanha das Eliminatórias para a Copa de 70, e de Paulo César, na esquerda, o preferido de Zagallo, que teve de engolir Rivellino por força da pressão da imprensa e dos treinos realizados já no México, às vésperas do Mundial. Caso similar ao de Tostão, diga-se.

Mas, vou além: Neymar seria titular também das Seleções de 50, 54 e 58.

Na de 50, no lugar de Chico, um ponta-esquerda esforçado, cumpridor, mas de técnica reduzida, que, aliás, poucos sabem, antecedeu em anos Zagallo naquela função de marcar o lateral adversário. Por sinal, essa tarefa que nossos comentaristas e técnicos atuais consideram fruto da modernidade, como se o tivesse nascido no dia em que eles vieram à luz.

Na de 54, ocuparia a posição destinada a Maurinho, convocado como reserva do inigualável Julinho Botelho na ponta-direita, e que jogou deslocado pela esquerda por causa da lesão de Rodrigues Tatu, extrema esquerda do Palmeiras (ex-Ypiranga e Flu) de disparo de canhota fatal. Maurinho, também chamado de Flecha Negra, guardava com Neymar essa qualidade, além do tipo físico: negro, magrinho, veloz, insinuante e artilheiro. E bom de cabeça, apesar da estatura e graças à impulsão, que se revelara na ponta-esquerda do Guarani antes de se transferir ao São Paulo (mais tarde, Flu), como ponta-direita., já que destro de nascença.

Em 58, fácil, no posto ocupado por Zagallo, que na verdade pertencia a Canhoteiro, dispensado às vésperas da Copa da Suécia por ter escapado da concentração para cair na gandaia, seu problema irresolvível. Já com Canhoteiro, O Mago pelos inacreditáveis truques que fazia com a bola, o cotejo seria mais renhido. Mas, Neymar leva a vantagem de ser um goleador nato, ao contrário de Canhoteiro, assistente por excelência. Isso, mais a versatilidade, desde que Canhota era um especialista e Neymar um polivalente no ataque.

Quer dizer: Neymar, aos 23 anos de idade, com apenas dois de Barcelona somados aos três do Santos, onde nasceu e se criou, já é um dos maiores jogadores da nossa história.

 

 

 

Um comentário

  1. paramim neymarjr gosto do futebol dele joga clube barcelona espanha porque ele naturaza espanho
    para joga seleção espanhola abração

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